A “peremptoriedade” crítica do leitor Amarildo Formal, publicada pelo Comércio em 19 de maio (disponível no link http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=17110) é agressiva, remete a discussões eleitoreiras de botequim que em nada são conclusivas, perdendo-se no vazio e deixando um traço nítido de que o leitor está indignado com abordagens sobre a ineficiência de determinados membros do Legislativo que titubeiam em seus mandatos. Defendo o direito do leitor em se manifestar, porém não concordo com a sua manifestação, aparentemente tendenciosa e repleta de paixões por determinado membro da edilidade. Quando o leitor diz que “o jornal deveria fazer uma análise mais profunda do Legislativo”, falha em sua pseudo-avaliação. As abordagens do jornal são totalmente isentas e jornalisticamente corretas. Sobre o Conselho de Leitores, peca o leitor em referir-se de maneira indelicada, talvez por não alcançar o nível dos conselheiros que representam milhares de leitores em seus segmentos, ignorando o trabalho, composição e Regulamento Interno do organismo, ou seja, está o leitor completamente destituído de argumentos plausíveis porque este colegiado é independente, sem partidarismos e favoritismos. A incredulidade lamentável e deplorável do leitor fez-me relembrar um pensamento interessante de Joelton Belau, que diz: “deficientes são aqueles que não acreditam na eficiência de seus semelhantes”.
Ricardo Veríssimo Júnior
é integrante do Conselho de Leitores do Comércio da Franca
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