Neste domingo, a Igreja faz memória da subida de Jesus aos céus, vivendo o sentido mais profundo de sua ressurreição e da missão que ele nos confiou.
Neste dia damos graças a Deus por esse "erguimento", por essa divina elevação de todo o universo com Jesus e por essa certeza de que todas as pessoas são, como ele, elevadas e introduzidas na intimidade plena e definitiva de Deus.
Na primeira leitura das celebrações deste domingo, dos Atos dos Apóstolos, encontramos a descrição deste fato. Cristo, por primeiro, atravessou o "véu do templo" que separava o mundo dos homens e o mundo de Deus, e mostrou que tudo o que acontece aqui na terra; sucessos ou fracassos, injustiças, sofrimentos e até mesmo os fatos mais absurdos, como uma morte injusta, não estão excluídos do projeto de Deus.
É o prólogo dos Atos dos Apóstolos e a descrição da Ascensão de Jesus ao céu como inauguração da missão da Igreja no mundo (At 1,1-11).
Durante quarenta dias, o Ressuscitado apareceu aos apóstolos falando-lhes sobre o Reino de Deus (vv.2-3). Este período designa o último tempo de preparação até que a Igreja assuma a missão. Indica também ser a Ressurreição não o termo, mas o prólogo da nova etapa do Reino: a glorificação do Cristo arrebatado (vv.2.9.11) e a missão eclesial (v.8). Por isso, os dois homens vestidos de branco dizem: Homens da Galiléia, por que estais aí a olhar para o céu? (v.10-11). Desse modo apontam para um período intermediário -o tempo da Igreja- entre a ascensão e o retorno de Cristo na parusia (v.11) em que os cristãos realizam no mundo a obra missionária. Portanto, contemplar o Cristo que sobe e esperar a sua volta não significa ficar olhando para o céu. Implica, ao contrário, assumir os riscos da missão no Espírito Santo (vv.5.8).
Na segunda leitura, São Paulo pede a sabedoria a Deus para os cristãos de Éfeso. Não se trata de uma sabedoria humana, mas da inteligência para compreender o mistério da Igreja. Pede a Deus para iluminar os olhos do seu coração para que compreendam como é grande a esperança para a qual foram chamados. O trecho da leitura exorta os cristãos a se sentirem sempre estrangeiros à espera que Cristo volte para tomá-los definitivamente consigo.
O trecho do evangelho é de São Lucas. Ele é o evangelista da alegria. Narrativa da volta de Jesus ao céu, os discípulos estão felizes. A razão desta felicidade é que Cristo não é "prisioneiro da morte". Os discípulos se alegram porque sabem que a morte não inspira medo, Jesus a transformou num nascimento para a vida com Deus.
CRISTÃOS ALEGRES
Dois motivos alegram nossa vida de cristãos católicos: a bela e abençoada visita do papa Bento XVI e a canonização do frei Galvão, agora, Santo Antônio de Sant`Anna Galvão.
O simpático jeito do papa alegrou a todos e ter um santo genuinamente brasileiro significa um intercessor especial no céu.
SEMANA DE ORAÇÃO
Até o próximo domingo a Igreja vivencia a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. De alguns anos para cá a Igreja Católica tem progredido na ação pastoral visando a derrubar os muros que ainda separam os cristãos. Com celebrações e reflexões, a Igreja procura atualizar o valor da unidade que Cristo trouxe para que o desejo de Deus seja cumprido: que haja um só rebanho e um só pastor. É o trabalho ecumênico da Igreja. Fazem parte as seguintes Igrejas:
RENOVAÇÃO CARISMÁTICA
A Renovação Carismática Católica está completando 40 anos. É um movimento da Igreja Católica que através da escuta da Palavra de Deus, da partilha da mesma Palavra e da participação na celebração eucarística, procuram "louvar" a Deus com alegria, júbilo, com gestos e expressões de contentamento. Em Franca a R.C.C. está presente em várias paróquias, reunindo muitas pessoas ao redor da Palavra, da Eucaristia, da Partilha e do Louvor. Certamente haverá significativa programação em nossa Diocese.
TERÇO NA PRAÇA
No dia 24 próximo, quinta-feira, às 19:30 horas, será solenemente rezado o Terço, na Praça da Catedral, em hon-ra de Nossa Senhora Auxiliadora. É a 10ª vez que este momento mariano se realiza em Franca. A cada ano é preparado com maior zelo. Somos convidados a participar.
COMUNIDADES NEO-CATECUMENAIS
Nesta semana, segunda-feira, se reuniram nas dependências da Canção Nova, participantes do Caminho Neo-Catecumenal para um encontro com o fundador do Caminho, Kiko Arguelo. De nossa diocese vários ônibus se dirigiram até lá. O Caminho também está presente na nossa Igreja Particular. Também já produziu muitos frutos. O Caminho está alicerçado num tripé: a Palavra, a Eucaristia e a vida em Comunidade.
REFLEXão SOBRE A ASCENSÃO
Nos sermões de Santo Agostinho (Sermo de Ascensione Domini) temos uma belíssima reflexão sobre as baixadas e subidas de Deus: "Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba também com ele o nosso coração. Cristo já foi elevado ao mais alto dos céus; contudo, continua sofrendo na terra através das tribulações que nós experi-mentamos como seus membros. Ele está no céu, mas também está conosco; e nós, permanecendo na terra, estamos também com Ele através de sua divindade, de seu poder e de seu amor. O Senhor Jesus Cristo não deixou o céu quando de lá desceu até nós; também não se afastou de nós quando subiu novamente ao céu. Desceu do céu por sua misericórdia e ninguém mais subiu senão Ele; mas n’Ele, pela graça, também nós subimos".
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