A prisão de um homem acusado de estupro causou grande confusão, sábado, no Jardim Simões, zona oeste de Franca. No menu, bate-boca, discussão com a polícia, resistência à prisão e até agressão física estiveram presentes.
A princípio, o cabo Mendes e o soldado J.Soares foram acionados e enviados ao Jardim Esmeralda para atenderem a uma ocorrência de um suposto estupro. Uma adolescente de 17 anos, com o filho recém-nascido, alegou que o cunhado do marido dela, aproveitando que ele havia saído de casa, foi ao local e manteve relação sexual forçada com ela.
Após receberem a descrição detalhada do suspeito, os policiais fizeram patrulhamento pela região e encontraram o indivíduo nas redondezas do Jardim Simões. Ele estava acompanhado de dois amigos.
Ao verem que o rapaz seria detido, companheiros partiram para cima dos policiais militares e chegaram a agredir um deles. Foi necessário o uso de força física e de gás pimenta para contê-los. Reforços foram chamados e, após rápido confronto, os três foram detidos e encaminhados à delegacia.
"O problema aconteceu quando houve resistência por parte dele e de outros dois rapazes, que enfrentaram nossa guarnição. Não queriam deixá-lo ser detido. Colocado na viatura, o indiciado tentou sair pelo vidro e foi contido em seguida", contou Mendes.
A ocorrência atraiu um grande número de curiosos à rua. Sem saber o que estava acontecendo, ficaram contra a polícia e passaram a defender o acusado de estupro. Foi aí que um dos amigos dele partiu para cima do policial e o agrediu. "Ele partiu para cima de nós. Se não fosse o gás pimenta, seríamos obrigados a usar um meio mais enérgico para detê-lo. Ainda bem, contudo, que a situação foi resolvida da melhor forma possível para o momento", disse o policial.
O agressor correu para dentro de casa e foi detido no corpo, quando simulava estar dormindo. Levado ao plantão policial, o rapaz negou ter cometido o estupro. Cheirando a álcool, disse que era parente do marido da adolescente e que teria ido à casa dela ontem. "Trabalhei até as 8 horas e fui para minha casa. Não agredi ninguém. Só tentei fugir porque apavorei. Fiquei com medo de ser preso. Não queria entrar na viatura. Tenho uma filha novinha para criar. Como não tenho nada a ver com as acusações, meus amigos foram me ajudar", disse.
Sua desculpa, entretanto, não convenceu a policia. Como o legista constatou a relação sexual com a jovem, a delegada Sílvia Mendonça decidiu autuá-lo em flagrante por estupro e o mandou para a cadeia. Os outros dois indivíduos foram liberados, mas responderão a processo por desacato e resistência.
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