Pai acha que seqüestro foi ‘para chamar atenção’


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O seqüestro que teria sido elucidado ontem, em Franca, pode ter sido uma farsa. A conclusão é da Polícia Civil, com base nos dados colhidos nas investigações iniciais sobre o caso. Interrogado, o pai da vítima disse que a situação pode ter sido forjada pelo rapaz, que enfrenta problemas pessoais, “para chamar a atenção”. O suposto crime causou alvoroço na cidade na tarde de ontem, quando o auxiliar de escritório Rogério Carneiro Pereira, 26, procurou a polícia dizendo que foi seqüestrado em São Paulo, na terça-feira, e mantido em cativeiro francano até ser libertado, ontem, nas proximidade do Wal Mart. De acordo com o chefe dos investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Mauro César, há vários pontos contraditórios, que inviabilizariam a versão de seqüestro. “Não levantamos nem um fato que comprove suas declarações”, disse. Entre os pontos suspeitos, estão a alegação de que ficou algemado. Na perícia, não foram encontradas marcas. Outra possível invenção foi o roubo de seus cartões de crédito. “Nem conta em banco ele tem. Além disso, é de família simples e está desempregado”, disse Mauro. O escrivão da DIG, Sebastião Presotto, que falou com os familiares de Rogério, disse que até o pai duvidou da versão contada pelo rapaz. “O pai disse que ele vive um momento difícil, com problemas familiares, brigou recentemente com a namorada e que pode ter feito isso para chamar a atenção”, disse. Se ficar comprovado que Rogério mentiu para a polícia, ele poderá ter problemas. “A suposta vítima poderá responder por falsa comunicação de crime. A polícia faz diligências e investigações e tudo isso se reverte em gastos para o Estado. Não é justo”, disse. Rogério, que mora em Pirituba, zona norte de São Paulo, foi levado para casa por familiares no início da madrugada de ontem.

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