A Polícia Civil de Franca deu uma nova demonstração de força, ontem, e rachou de vez a célula do PCC (Primeiro Comando da Capital), que comandava a cadeia do Jardim Guanabara. Depois de implantar o regime de linha dura no presídio, a direção surpreendeu e transferiu os 20 presos tidos como mais problemáticos. São integrantes da facção e acusados de comandar o crime na cidade mesmo dentro das celas.
Os detentos chegaram a redigir um abaixo-assinado pedindo a saída do novo diretor, o delegado Eduardo Lopes Bonfim. Pouco depois o setor de inteligência da polícia descobriu que os presos haviam recebido ordem do comando do PCC para “virar a cadeia”, ou seja, provocar rebeliões no fim de semana, em represália às medidas adotadas por Bonfim. O delegado agiu rápido e decidiu realizar a transferência.
Por volta das 16 horas, os integrantes do GOE (Grupo de Operações Especiais) ocuparam a cadeia com armas em punho e começaram a fazer a chamada oral dos 20 presos. Sem saber o que estava acontecendo, eles saíam da cela com as mãos na cabeça e caminhavam para o pátio. Todos foram algemados e, só depois, informados que seriam levados para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto.
Entre os escolhidos estavam Grimar Baptista de Freitas, 41, suposto chefe do PCC em Franca, e Juliano Martins do Nascimento, 23, que trocou tiros com a polícia durante assalto ao Savegnago em fevereiro. “Eles foram escolhidos a dedo. São os mais perigosos. A remoção é mais uma demonstração de força, organização e capacidade da polícia”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior.
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