O vereador Gilson Pelizaro (PT), sua mulher e seus dois filhos, de 13 e 4 anos, passaram por momentos difíceis na manhã de ontem. Três homens armados invadiram a casa e mantiveram o petista e sua família sob a mira de uma arma por cerca de 40 minutos, com constantes ameaças de morte. Após a sessão de tortura psicológica, os assaltantes fugiram levando R$ 1,2 mil.
Os ladrões tinham informações que um político morava no local, mas não sabiam que era Pelizaro. Chegaram, inclusive, a chamá-lo de Gilmar Dominici, confundindo-o com o ex-prefeito.
Gilson Pelizaro sentiu na pele os efeitos da violência que luta para combater. Em fevereiro de 2003, criou uma CAR (Comissão de Assuntos Relevantes), na Câmara, para apurar a real situação da segurança pública na cidade. Não imaginava que, quatro anos depois, também se tornaria uma vítima da criminalidade.
Eram 6h30, quando ele deixava sua casa, no Jardim Martins, para levar o filho mais velho à escola. “Quando tirei o carro da garagem, fui rendido por um assaltante. Meu filho, que fechava o portão, também foi dominado por outro bandido. Eles nos mandaram entrar novamente na casa”, disse Pelizaro.
Após renderem o vereador e seu filho de 13 anos, os três bandidos também dominaram a mulher de Gilson e o filho mais novo do casal, de apenas 4 anos. Todos foram obrigados a ficar em um quarto, onde, na mira de um revólver, passaram a ser ameaçados de morte. “Perguntavam se eu tinha amor nos meus filhos e diziam que bateriam neles. Falavam: ‘nós vamos te matar, vamos te matar’”, disse Gilson, ainda assustado.
Os assaltantes pareciam não saber que estavam na casa do vereador Gilson Pelizaro. Um dos bandidos chegou a falar que ele era Gilmar Dominici, ex-prefeito de Franca. “Ele confundiu meu nome e pensou que eu fosse o Gilmar. Minha esposa falou que eu era vereador. Eu falei que era o Gilson. Um outro chegou a comentar que sabia que eu era politico”.
Os assaltantes reviraram a casa em busca de dinheiro. Eles pegaram R$ 900 da carteira de Gilson e mais R$ 300 da bolsa de sua mulher. Antes da fuga, cortaram as cordas de uma rede de descanso e amarraram Pelizaro e sua família.
Apenas o filho do casal de 13 anos ficou com as amarras menos apertadas. Quando o trio saiu do imóvel, o garoto se soltou e ajudou os pais. Gilson foi até a rua e pediu ajuda a um vizinho.
Segundo informações, a polícia já tem pistas dos marginais, mas nada foi revelado para não atrapalhar as investigações.
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