O tradicional almoço de domingo, com direito aquela suculenta macarronada preparada com bastante molho vermelho, ervilha, queijo mussarela e carne moída, está mais caro no bolso da família francana. Pesquisa do Ipes (Instituto de Pesquisa Econômica e Sociais) do Uni-Facef, divulgada ontem, mostra que, de abril para maio, os preços dos principais ingredientes da macarronada subiram, em média, 11,74%.
Se antes uma dona de casa gastava em torno de R$ 13,90 na compra, um mês depois ela precisa desembolsar R$ 1,86 a mais para levar os mesmos produtos, no caso o macarrão, o queijo fatiado, o leite, a cebola, a carne, a massa de tomate, a ervilha e o óleo. Nem mesmo o refrigerante, seja a Coca-Cola Pet ou o Guaraná Antarctica, escapou da alta. O levantamento do Ipes foi realizado em 18 supermercados de Franca, alguns da mesma rede, e analisou no total o preço de 69 itens, entre básicos, carnes, matinais, frios, enlatados, produtos de limpeza, higiene e bebidas. Vale lembrar, que todos os itens pesquisados nos diferentes estabelecimentos são da mesma marca e peso.
O vilão que inflacionou a macarronada foi a cebola. No período de 30 dias, o tempero aumentou 46,50%. Em segundo lugar, apareceu o queijo mussarela fatiado que subiu 17,63%. Na seqüência, o leite Jussara e o macarrão sêmola da marca Basilar também estão mais caros. O primeiro passou de R$ 1,13 para R$ 1,27 e o segundo de R$ 1,19 para R$ 1,28. Independente se o recheio for de carne ou salsicha, os dois alimentos também subiram nesse período.
A dona de casa Maria Helena da Silva Borges, 44, de família de descendentes italianos, costuma comprar massas todos os meses e diz ter percebido o acréscimo de alguns centavos no macarrão e na polpa de tomate. “A gente tem comprado menos e pagado mais. Somente o salário que não sobe”, disse Maria.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.