A cada duas horas, nove carteiras de trabalho são assinadas na região


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Nove empregos com carteira assinada a cada duas horas. Essa é a quantidade de empregos que a região gerou durante todo o mês de abril. De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e desempregados), o saldo total (contando admissões menos demissões) foi de 3.301 novos registros profissionais no período. Com exceção de Franca e de Batatais, onde a indústria deu as cartas, o setor agropecuário foi o grande alavancador de empregos. O destaque é Patrocínio Paulista que gerou 545 vagas no mês, 89% delas no setor agropecuarista, basicamente composto por vagas temporárias. A justificativa, pondera o presidente do Sindicato Rural da cidade, Irineu Monteiro, é a época de colheita da produção. “Isso é por causa da cana-de-açúcar e do café”. Além de Patrocínio Paulista, Pedregulho, São Joaquim da Barra e Orlândia também tiveram os maiores crescimento no setor. Se a produção de cana aqueceu o mercado de trabalho nas cidades de menor porte, Franca e Batatais tiveram na indústria de transformação a grande empregadora. Em Franca, foram 1.403 vagas de saldo positivo no setor, 75% de todo o saldo registrado. O presidente do SindiFranca (Sindicato da Indústria de Calçados), Jorge Donadelli, diz que os números já eram esperados . “É próprio de algumas previsões que fazíamos. Sem dúvida nenhuma é reflexo do mercado interno, que vem reagindo”. Outra situação citada por Jorge é a reabertura de vagas fechadas no final do ano passado. A opinião é compartilhada pelo presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro. “Acho que é uma recuperação normal do setor nesta época do ano”. O economista Hélio Braga também aposta na relocação das vagas . Após uma análise dos últimos 12 anos, ele diz que esta é uma característica da indústria local. “Chegando no final do ano as empresas demitem e depois recontratam de acordo com as necessidades de produção”. O presidente do Sindicato dos Sapateiros enumera ainda dois outros motivos para o aumento de vagas nas indústrias. A primeira é o fim do seguro desemprego recebido pelos demitidos no final do ano passado. Outra é a diversificação do linha de produção calçadista, com destaque para a produção de sapatos femininos. “O setor se movimenta rumo ao mercado interno, onde o feminino tem mais destaque”.

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