Menos de 24 horas após a descoberta do latrocínio, a Polícia Civil de Rifaina esclareceu a morte do caseiro Luiz Carlos de Castro Coelho, 36, e mandou o assassino para a cadeia. O pedreiro Eurípedes Maria, 52, morador no Jardim Brasilândia, foi preso e confessou a autoria do crime. Ele, o filho, Alencar Maria da Silva, 28, e um homem identificado apenas por Nílton, que ainda estão foragidos, invadiram o Sítio Lajeado para roubar armas. Como conheciam a vítima, decidiram matá-la para não serem denunciados. Antes de matar, almoçaram e beberam pinga.
Eurípedes, que já teve passagens anteriores por furto e receptação, trabalhou no sítio em 2006 e sabia que o proprietário guardava armas no local. Conhecia o caseiro. Na manhã de domingo, convidou o filho e o amigo para roubarem a propriedade. Chegaram lá às 11 horas e se surpreenderam com a presença de Luiz Carlos.
Disfarçaram e almoçaram juntos. “Comemos um pouco de macarrão e tomamos dois corotes (frascos pequenos) de pinga. Depois, resolvemos matá-lo para ele não contar nada. Meu filho segurou pelos braços. O Nílton e eu amarramos as mãos dele para trás. Ainda amarramos uma camisa na cabeça dele”.
O trio arrastou a vítima por cerca de 200 metros até uma grota. “Eles seguraram e eu furei ele. Dei duas facadas nas costas, mas a faca não entrou. Então, dei um golpe no pescoço. Quando vimos, já estava feito”.
Após matar o caseiro, o trio retornou ao sítio, pegou as armas, trancou as portas e retornou para Franca. “Uma testemunha disse ter visto Eurípedes por lá no dia do crime. Descobrimos seu endereço em Franca e o prendemos ontem (quarta-feira) à noite.
Ele ainda estava com a espingarda que havia roubado. Agora, vamos atrás dos outros dois criminosos”, comentou o delegado Fábio Branquinho, que trabalhou na ocorrência ao lado do investigador Moacir e do carcereiro Ruy.
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