Polícia diz que história é ‘esquisita’


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O delegado-titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Wanir José da Silveira Júnior, ouviu a suposta vítima de seqüestro e disse que, a princípio, a história é bastante contraditória. Para o policial, o auxiliar de escritório se confundiu em vários pontos do depoimento, o que faz com que sua denúncia perca um pouco a força. A reação dos familiares de Rogério também chamou a atenção do delegado. Ao invés de desespero, em contato telefônico, Silveira encontrou uma tranqüilidade atípica para um crime tão grave. “Falei com a mãe da vítima. Normalmente, a mãe é quem mais se desespera com o sumiço de um filho. Mas ela estava totalmente tranqüila”, disse. Outro ponto que despertou a desconfiança do delegado foi a inexistência de queixas sobre o sumiço de Rogério, que teria ficado mais de 40 horas sem qualquer tipo de contato com os familiares. “A princípio, ele nos falou que a família teria registrado queixa em São Paulo dando conta de seu desaparecimento. Checamos no sistema e não há nada disso. O único BO que consta em seu nome é do ano passado, quando ele foi assaltado”. Para comprovar outros pontos das declarações, Silveira solicitou que Rogério fosse submetido a exame de corpo delito, pois realmente apresentava marcas avermelhadas pelos braços, o que seria um indicativo de que suas mãos ficaram, realmente, amarradas. “Somente o exame pericial poderá precisar a natureza dessas lesões. Pela extensão e características das marcas, terá como saber se as mesmas foram resultado de violência”. Como não houve pedidos de resgate à família e nem mesmo ao próprio Rogério, o delegado decidiu registrar a denúncia como averiguação de roubo. “Se tivesse acontecido algum pedido de resgate caracterizaria extorsão mediante seqüestro, que é um crime gravíssimo. Segundo as declarações da vítima, só subtraíram dele a carteira com R$ 120 e cartões de crédito. De qualquer maneira, o caso será investigado pela polícia”.

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