Polícia abre inquérito para investigar improbidade


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O delegado seccional Maury Segui durante entrevista: Polícia Civil já investiga o escândalo dos Bagres
O delegado seccional Maury Segui durante entrevista: Polícia Civil já investiga o escândalo dos Bagres
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a fraude nas obras para contenção de enchentes no Córrego dos Bagres. O procedimento, aberto na terça-feira, deverá apurar as responsabilidades criminais das empresas e pessoas acusadas pelo Ministério Público de fraudar a licitação das obras com o objetivo de desviar R$ 1,2 milhão dos cofres públicos. Se condenados após as investigações, os acusados podem pegar até sete anos de cadeia. De acordo com o delegado seccional, Maury de Camargo Segui, que acolheu a representação da Promotoria, o processo licitatório será destrinchado desde o início e todos os envolvidos na trama deverão ser interrogados. O primeiro passo será dado no início da próxima semana, com a solicitação da documentação levantada pelo MP. “Vamos pedir todos os documentos ao MP. Faremos, com isso, uma espécie de mapa para verificar se houve uma irregularidade formal, como quebra das regras legais da licitação, ou vício moral, que ocorre quando há o envolvimento de parentes no processo”, disse Segui. Após o levantamento, os acusados começarão a ser chamados para depor. Ainda não há ordem para as oitivas. “Primeiro, é necessário que refaçamos a licitação para ver o ponto em que cada pessoa se encaixa e onde a Promotoria atestou as eventuais irregularidades”, disse o seccional. Segui não quis dar impressões pessoais sobre o caso. Para ele, é impossível declarar qualquer coisa antes de se conhecer profundamente o ocorrido. “Despachei a representação ao doutor Sidnei (Martins), que deverá cuidar do caso. Mas acho muito cedo para falarmos qualquer coisa”, disse o policial, que não marcou datas para encerrar as apurações. “Temos, pela lei, 30 dias, prorrogáveis pelo tempo que for necessário”. OS ACUSADOS Serão investigados pela Polícia Civil o ex-secretário de Planejamento, Wilson Teixeira; o ex-presidente da Comissão Permanente de Licitações, Caetano Perobelli e o engenheiro Marco Antônio Franceschi, todos funcionários públicos. Além deles, Taísa Franceschi (mulher de Marco Antônio e dona da Betontest, empresa envolvida na suposta fraude); Virgínio Reis (que executou o projeto técnico para a obra do Bagres pela Betontest) e José Eduardo Corrêa (um dos sócios da FFC Engenharia, que estaria envolvida no suposto esquema, também serão investigados. Colaborou Eduardo Schiavoni

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