O delegado Sidnei Martins de Oliveira, responsável pela condução do inquérito, disse não temer pressões externas, principalmente políticas, na condução das investigações. Para ele, o trabalho da polícia deve ser feito de forma isenta, independente do assunto em questão. “Quero somente descobrir a verdade”, disse Oliveira.
Comércio - Qual a sua impressão inicial de todo esse escândalo?
Oliveira - Só posso analisar o lado da investigação, que é muito complexa, técnica e difícil. Vou fazer o possível para concluir o mais rápido que puder. Não é tão simples assim.
Comércio - Qual o cronograma da investigação?
Oliveira - Vamos pedir as cópias da documentação que está sendo juntada na ação civil pública, fazer uma perícia de tudo que ainda não tenha sido feito, para constatar a exatidão dos valores alegados.
Comércio - Quais crimes serão apurados?
Oliveira - De acordo com a capitulação do Ministério Público, vamos apurar as responsabilidades por improbidade administrativa. Mas somente no final dará para dizer com exatidão.
Comércio - O MP aponta para fraude e formação de quadrilha.
Oliveira - Essa foi a capitulação deles. Vamos investigar para ver se, realmente, caberá indiciamento nesse sentido. Por ora, não tem como adiantar onde serão enquadrados os autores do possível crime.
Comércio - E quanto às oitivas? O senhor já sabe quem chamará primeiro para depor?
Oliveira - Ainda não. Primeiro, vou analisar a documentação para depois ver qual o rumo que darei na inquirição dos acusados e das testemunhas a serem arroladas. Não há ainda uma sequência, as prioridades virão com o andamento das investigações.
Comércio - O assunto gera, também, polêmicas quanto ao aspecto político. Esse tipo de situação atrapalha a condução do inquérito?
Oliveira - Não tenho que olhar para quaisquer fatores externos. Tenho somente que trabalhar para descobrir a verdade.
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