As denominações gari e margarida, dadas respectivamente aos homens e mulheres que varrem ruas nas cidades do Brasil, nasceram no século passado. O gari ainda na época do Império.
Tudo começou quando Pedro Aleixo Gari assinou com a Corte Brasileira o primeiro contrato de limpeza urbana do Brasil.
Pedro morava no Rio de Janeiro e reunia funcionários para limpar as ruas após a passagem de cavalos, o que na época era comum acontecer. Daí, os cariocas se acostumaram com a rotina e sempre mandavam chamar a “turma do Gari” para fazerem a limpeza das ruas. De tanto repeti-lo, a população da cidade associou a limpeza ao sobrenome de Aleixo Gari. Não demorou para o nome gari se espalhar para o restante do País.
Já o apelido margarida surgiu no início da década de 70. Havia nessa época, uma carência da mão-de-obra masculina em São Paulo para fazer a limpeza das ruas, pois os melhores profissionais eram requisitados por outras empresas. O gerente da filial de Piracicaba, José Mauro Porto, foi designado pela diretoria de Operações da Vega, que à época era a empresa responsável pelo serviço na capital, para encontrar um jeito de incluir mulheres no serviço de limpeza pública urbana.
Para estimulá-las a aderir à profissão, Porto teve a preocupação de nomear essas profissionais e pensou na flor que representa o sexo feminino. Surgiu, então, o nome margarida.
A designação acabou ficando famosa, principalmente, por conter a palavra “gari”. A mídia e a sociedade aceitaram e elogiaram a escolha. Desde então as mulheres que se dedicam a essa profissão com interesse, ganhando respeito de pedestres, passaram a ser conhecidas e chamadas carinhosamente de margaridas.
A profissão também é reconhecida politicamente. Uma lei nacional criada em 1962 instituiu no Brasil o Dia do Gari, comemorado no último dia 16 de maio para lembrar a dura rotina daqueles que são os responsáveis pela limpeza das ruas do País.
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