‘É um lugar pequeno e simples, mas é meu’


| Tempo de leitura: 2 min
A manicure Maria Inês Cintra descansa no sofá do imóvel emprestado pela Pastoral da Moradia para morar com o companheiro no Jardim Paulistano II
A manicure Maria Inês Cintra descansa no sofá do imóvel emprestado pela Pastoral da Moradia para morar com o companheiro no Jardim Paulistano II
Aos 38 anos, Romilda do Prado realizou seu maior sonho. Há cerca de um mês, depois de pagar aluguel durante dez anos, guardar dinheiro por cinco e esperar uma reforma de três meses, a dona de casa se mudou para seu novo lar. O imóvel número 16 da Rua Maria Conceição Tasso, no Jardim São Francisco, abriga, o marido, Pedro Silva, 40, os quatro filhos: Leonardo, 19, Jaqueline, 18, Leonardo, 17, Lucas, 12, e ela. “É um lugar pequeno e simples, mas é meu. Isso é o que importa.” Ter uma casa para chamar de sua sempre foi uma meta para Romilda. Nos últimos anos, guardou dinheiro para comprá-la. Depois de pesquisar preços, descobriu que se comprasse um terreno não teria condições de construir a casa tão cedo, por isso, decidiu adquirir uma casa pronta, mas muito velha e danificada, que teve de reformar por completo. O espaço custou R$ 4 mil. A família gastou mais R$ 5 mil com as melhorias. Foi nessa etapa que o trabalho da Pastoral da Moradia foi fundamental. Ao perceber que não daria conta de terminar as obras, Romilda “pediu socorro” para a capela do bairro e conseguiu apoio. Com as doações feitas pela igreja, terminou a troca do telhado, instalação de portas e janelas, reconstrução do banheiro, montagem de um balcão para dividir sala e cozinha e colocação de piso frio na casa. “Se não fosse a comunidade da paróquia, não teríamos terminado e eu ainda estaria pagando aluguel. Graças a Deus me livrei desse gasto. Aluguel é um dinheiro que você não vê sair”, disse a dona de casa. A locação do imóvel onde moravam anteriormente custava R$ 170. O dinheiro está sendo destinado para reforçar a alimentação dos seis moradores, ajudar nas contas de água e luz e será investido por Romilda na profissionalização dos filhos. “Quero pagar cursos para eles terem um currículo melhor e conseguir emprego.” A casa tem três quartos, sala e cozinha conjugadas e banheiro. “Adorei a mudança. Agora tenho um quarto só para mim, com mais privacidade. Não tenho de dividir com meus irmãos”, disse Jaqueline.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários