Voz rouca, nariz seco, tosse, febre, olhos irritados, dificuldade para respirar e garganta inflamada. São essas as principais características da maioria dos pacientes que lotam as unidades de saúde da região de Franca desde a primeira semana do mês. Como a temperatura está mais baixa e o ar mais seco, a incidência das chamadas doenças típicas de inverno, que deveria subir só a partir do final de junho, já aumentou.
São gripes e resfriados que fazem com que os vírus e as bactérias se instalem no aparelho respiratório e, a partir dali, disparem infecções para diferentes destinos, do nariz aos pulmões, das amídalas aos ouvidos. A previsão dos médicos e enfermeiros dos centros de saúde é que o número de casos aumente 50% durante toda a temporada das “ites” (rinite, sinusite, faringite, laringite, bronquite), que vai de maio a agosto.
Em Ribeirão Corrente, o posto de saúde da cidade recebe há uma semana, em média, 30 pedidos diários de consultas com pediatra e clínico geral feitos por crianças e adultos que passaram mal à noite e vão em busca de um diagnóstico. “Foi só mudar o clima e os atendimentos aumentaram e assim deve continuar até o fim de agosto”, disse a enfermeira chefe, Luciana Rodrigues.
A situação se repete em Patrocínio Paulista. Regina Helena de Freitas Lopes, secretária municipal de Saúde, disse que o número de atendimentos de doenças respiratórias agravadas pelas baixas temperaturas nos últimos dias está 30% acima do normal.
Além do clima seco dessa época, que dificulta a dispersão dos poluentes, o resfriamento do ar e o contato com ácaros de roupas guardadas, pêlos de animais, fumaça de cigarro, entre outros, também estimulam a manifestação das doenças respiratórias.
Na vizinha Restinga, na semana passada, em torno de 150 pessoas procuraram por ajuda para curar as inflamações respiratórias.
Algumas precisaram fazer inalação até três vezes durante o dia.
Para o médico Alexandre Alberto Alves Deneterco, que faz atendimentos de clínico geral em Rifaina, as crianças tendem a ser mais atingidas em razão da falta de maturidade do sistema imunológico, que as deixa mais sensíveis a doenças e alergias. “Tudo isso acontece em razão do esfriamento e diminuição da umidade do ar, já que ocorre um ressecamento das vias aéreas”. Na cidade, ocorrem, em média, 35 inalações por dia.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.