Ministério do Trabalho fiscaliza obra da Febem


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Os auditores Segismar Nominato e Rolf Barbosa conversam com o representante da Construtora Consladel, Eduardo Corrêa Guimarães, durante vistoria na cozinha do alojamento dos funcionários da obra da Casa (ex-Febem)
Os auditores Segismar Nominato e Rolf Barbosa conversam com o representante da Construtora Consladel, Eduardo Corrêa Guimarães, durante vistoria na cozinha do alojamento dos funcionários da obra da Casa (ex-Febem)
Alojamentos e refeitório precários e salário atrasado. Esta foi a situação que os dois auditores fiscais da delegacia do Ministério do Trabalho encontraram na obra de construção da unidade de Franca da Fundação Casa (ex-Febem), na Rodovia Cândido Portinari. Uma denúncia foi feita na delegacia do Ministério na segunda-feira e a fiscalização foi realizada ontem de manhã. Aproximadamente 85 trabalhadores estavam parados desde sexta-feira e voltaram às atividades ontem. O auditor fiscal Segismar Nominato emitiu notificações para que as três empreiteiras - Monte Gideon, Veronildo e Tereza Alves Barreto - e a Consladel, empresa responsável pela obra, apresentem as documentações trabalhistas, como o livro de registro de empregados e comprovantes de pagamento. "As empresas têm até oito dias para apresentar todos os documentos". Os encarregados das empresas que estavam presentes durante a ação do Ministério não souberam explicar o motivo do atraso do salário, que deveria ter sido pago no dia 10. "Não foi passado o problema para a gente, só avisaram que haveria um adiantamento hoje (ontem) e que o pagamento vai sair dia 25", disse Boás Faria Teixeira, do setor administrativo da Consladel e que acompanha a obra em Franca desde o início. Domingos José Gomes de Carvalho, encarregado da Monte Gideon, Veronildo Correia de Souza, da empreiteira Veronildo, e Veronilson Brito de Souza, da Tereza Alves Barreto, confirmaram que receberam orientações para fazer um adiantamento aos trabalhadores e que o salário seria pago no dia 25. No entanto, nenhum deles soube explicar o motivo do atraso. Nominato exigiu que os documentos sejam apresentados por funcionários que tenham conhecimento da situação da obra. "Como as empresas são de São Paulo, os encarregados que ficam aqui acompanhando a obra não sabem do processo administrativo". O engenheiro da Consladel, José Alexandre Piovesan, chegou a Franca ontem à tarde e disse que "já estão sendo tomadas as providências cabíveis". Sobre a justificativa do atraso do pagamento dada pelo encarregado-geral da empreiteira Monte Gideon, Edimilson Miranda, à reportagem do Comércio da Franca por telefone na terça-feira, de que um erro na medição de um engenheiro da Consladel causou o atraso, Piovesan não quis comentar. O subdelegado do Ministério do Trabalho em Franca, Jamil José Leonardi, disse que está sendo elaborado um relatório sobre o caso para apurar se haverá auto de infração, ou seja, se as empresas serão multadas.

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