‘Levaram um pedacinho de mim’, diz mãe da vítima


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Cássio Henrique morava em Ibiraci e não tinha um contato próximo com os familiares em Franca. Seu envolvimento com o crime era repudiado por todos. Após ser informado que o irmão estava desaparecido e um homem com as mesmas características havia sido encontrado morto, o pedreiro Carlos Antônio Batista Arantes, 39, foi até o necrotério ver o corpo. “É ele. Não sei o que aconteceu, mas, pelo estado que ficou o corpo, deve ter sido algum acerto de conta, uma queima de arquivo. Ele sempre deu muito trabalho para minha mãe”. Mesmo com o reconhecimento por um dos filhos, a pensionista Maria Aparecida Batista Arantes, mãe adotiva de Cássio, quis ver o corpo. Se desesperou. “Meu Deus do céu, que tristeza. Que assassino mais cruel. Porque fizeram aquilo? Que dessem um tiro”. A mulher pediu o empenho da polícia para o rápido esclarecimento da ocorrência. Ela disse que o fato de o filho ter envolvimento com o crime não pode deixar impune os responsáveis por sua morte. “Justiça tem que ser feita. Fizeram uma coisa muito violenta com ele. Levaram um pedacinho de mim. É meu filho que está, lá, morto. É meu filho que está lá com a cabeça rachada. Seu rosto está desfigurado. Para mim, acabou o mundo. É muito triste para uma mãe”.

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