O prefeito Sidnei Rocha nomeou, na tarde de ontem, a arquiteta Valéria Marson para substituir Wilson Teixeira no comando da Secretaria de Planejamento Urbano. O antigo titular responde a processo administrativo na Prefeitura pelo suposto envolvimento em um esquema que teria o objetivo de fraudar a licitação para obras no Córrego dos Bagres.
Valéria respondia que desde o início da administração do tucano pela Secretaria de Obras, função que, agora, ficará nas mãos do engenheiro Ismar Rodrigues Tavares. Ela não crê em prejuízos na condução das duas secretarias, já que as equipes mantinham ações com o mesmo foco, o de obras municipais. “Todo o trabalho segue da mesma forma. Vou me inteirar do que está sendo conduzido e projetado e, aos poucos, tudo voltará a seguir seu curso normal”, disse ela, referindo-se à nova função.
Em Obras, Valéria disse que a mudança será assimilada com ainda mais facilidade, pois seu substituto já acompanhava o dia-a-dia da secretaria. “O Ismar era o meu braço-direito e sabe tudo o que está acontecendo, o que estamos realizando. Vamos trocar idéias e buscar uma adaptação rápida para que possamos exercer bem as nossas novas funções”, disse. Tavares não foi encontrado, ontem à noite, para falar sobre sua indicação.
Falta, ainda, o prefeito indicar o novo presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações). O antigo titular, o advogado Caetano Perobelli, também citado no “escândalo dos Bagres”, foi exonerado por Rocha da função na última segunda-feira. Segundo fontes ligadas ao gabinete do prefeito, faltam somente detalhes para a oficialização do novo nome, que deverá ser feita até o fim da semana.
Sobre a instauração da CEI, em entrevista à rádio Difusora, Sidnei Rocha foi econômico, mas criticou os parlamentares de forma velada. “A Câmara tem o direito de investigar. Só espero que não sejam injustos com uma administração que só pegou abacaxi(...) e que alguns vereadores marinheiros de primeira viagem, muito inexperientes e preocupados com a mídia, não entrem na jogada de vereador antigos, muito espertos, que inclusive pertenceram a grupos que desfalcaram a prefeitura em um passado recente”, disse.
Ainda para Rocha, a diferença, no caso, é a forma de agir do administrador. “Vocês estavam acostumados a um prefeito que não sabia de nada. Este sabe, e age quando preciso”.
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