O novo aterro sanitário de Franca, que está prestes a completar um ano de operação, elevou consideravelmente a avaliação do Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos (IQC) da cidade. De acordo com relatório divulgado ontem pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), o índice quase que dobrou, passando de 5,8 em 2005 para 9,7 no ano passado, numa escala que varia de zero a dez.
A alteração, aponta o superintendente da Cetesb, Francisco Setti, tem como principal motivo a licença ambiental do novo aterro municipal inaugurado no dia 5 de junho do ano passado. “Com esse novo instrumento, o tratamento de lixo em Franca ganhou outro status e, pela primeira vez, está dentro das normas.”
Se a divulgação foi positiva para Franca, na região, a história é diferente. Subiu de dois para três o número de municípios com aterros de lixo em condições inadequadas. Em 2006, apenas Franca e Miguelópolis estavam nesta condição. Este ano a capital do calçado saiu da lista, mas Jeriquara e Pedregulho a engrossaram.
O maior problema, no entanto, está em Miguelópolis, que desde 2004 mantém o “status” de condições inadequadas. Com índice de 4,3, o grande problema da cidade é o esgotamento do aterro. Em 2006, a Cetesb já havia proposto a interdição do local e solicitado uma nova área. Setti disse que o prefeito está tomando as atitudes necessárias para construir um novo espaço para deposição de lixo. “O atual deve ter só mais dois anos de vida útil”, disse Setti.
Em relação a Pedregulho e Jeriquara, a solução é mais fácil. O baixo índice seria resultado das fortes chuvas que atingiram Pedregulho e falhas nas operações nas duas cidades. “As providências para corrigir os estragos já estão sendo tomadas”.
BOM PARA PEIXE
Outra boa notícia para Franca é referente ao Córrego dos Bagres. O levantamento apresentou uma melhora na qualidade das águas. “O Bagres era nível 4 (o mais alto em poluição) e agora já pode ser classificado como 3 e, na sua foz, como 2”, diz Setti. O superintendente afirma ainda que já é notada vida no rio. “Até na ponte de Restinga já se pode ver peixes nos Bagres.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.