Responsável por investigar crimes de autoria desconhecida, a DIG está diante de um homicídio misterioso para esclarecer. Neste caso, além de não saber quem matou, os policiais sequer sabem quem morreu. Um homem aparentando 30 anos foi encontrado morto com sinais de espancamento na cabeça e braços domingo à tarde.
Ao lado do corpo, havia uma corda e um cabo de machado. O pedaço de pau teria sido usado na agressão. A vítima não portava documentos e permanece sem identificação.
Sitiantes caminhavam por uma estrada de terra próxima à Rodovia João Traficante (Franca/Ibiraci), altura da Fazenda da Mata, quando avistaram o corpo de um homem caído debaixo de alguns arbustos. Constataram que o desconhecido estava morto e apresentava sinais de violência. "As evidências indicam que a vítima deve ter sido espancada e torturada. Ela apresentava uma lesão na nuca, possivelmente causada por machado, e cortes nos pulsos. Estamos diante de um crime bárbaro", disse o escrivão Rogério Primo, que atendeu à ocorrência no Plantão Policial.
O assassinato teria ocorrido entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado. A polícia acredita que o desconhecido tenha sido morto em outro local e desovado na estrada de terra. Mais de uma pessoa teria participado do crime. A vítima trajava um tênis preto surrado, bermuda verde e camiseta verde com listras azul, ambas já velhas. Trata-se de um homem moreno, com brincos e duas tatuagens: uma tribal grande no ombro direito e outra no antebraço esquerdo. Aparentemente, não seria um andarilho.
O corpo permanece no IML (Instituto Médico Legal). Quatro famílias que tiveram parentes desaparecidos na semana passada foram até o local, mas não conseguiram fazer o reconhecimento. O diretor da cadeia do Jardim Guanabara, Alan Bazalha Lopes, também esteve no necrotério para ver se o morto era algum detento (um dos presos não retornou após o indulto do Dias das Mães). "Até o momento, nada se confirmou. Colhemos as impressões digitais da vítima e as encaminharemos para o instituto de identificação em São Paulo. Primeiro precisamos saber quem morreu para, depois, apurar a motivação e a autoria", disse o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pela equipe de homicídios da DIG.
De uma coisa, a polícia não tem dúvidas: a vítima foi espancada com violência e teria sido amarrada pelos algozes antes de morrer. As características apontam para algum tipo de acerto de contas, embora o setor de investigação considere ser precipitado fazer qualquer tipo de afirmação a respeito.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.