Francano de coração, o advogado e Oficial do 1º Cartório Registro de Imóveis da cidade Lincoln Bueno Alves se tornou oficialmente, na última quinta-feira, um cidadão de Franca. Em cerimônia realizada na Câmara Municipal, Lincoln recebeu das mãos do presidente da casa, Joaquim Pereira Ribeiro (PSB), o título de Cidadão Francano, a maior homenagem oferecida pela Câmara a uma personalidade.
Nascido em Jaú, também no interior de São Paulo, os laços de Lincoln com a cidade surgem em 1965, quando ele se casou com Elza de Mattos Alves. Depois do casamento, suas visitas se tornaram constantes até 1981, data em que, por designação do Tribunal de Justiça de São Paulo, é nomeado interventor do 1º Registro de Imóveis de Franca. Em 1988, o advogado, que já se formara pela Faculdade de Direito Municipal de Franca, é nomeado titular do cartório.
De lá para cá, a experiência profissional proporcionou a Lincoln a oportunidade de dirigir o Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB) por duas vezes (1996/1998-1999/2001) e dar aulas de registros públicos na faculdade em que se formou, além da Universidade de Franca (Unifran) e Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), também na cidade.
Pai de quatro filhos e duas filhas, Lincoln se orgulha de ter criado seus rebentos na cidade. “Minhas filhas se casaram aqui, assim como meus netos nasceram nesta terra.”
Aliás, elogios não faltam à cidade. “Na verdade, não deveria ser eu o homenageado. Mais justo seria que eu próprio homenageasse esta cidade de cultura, com quase 100% de alfabetização, e o povo bom e honesto desta progressista urbe, onde plantei minha existência.”
Lincoln enfatiza ainda a garra dos artesãos francanos, que fizeram da cidade a maior fabricante de calçados do Brasil e cita o Distrito Industrial, que acompanha desde seu surgimento e que, segundo ele, trouxe grande fartura à cidade. Questionado sobre qual o ponto da cidade de que mais gosta diz: “Gosto da cidade como um todo. É uma cidade pacífica. Ela nos permite fazer uma caminhada a pé, encontrar com amigos em praças. Aqui ainda é possível fazer isso.”
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