Wilson Teixeira, secretário afastado de Planejamento Urbano, e o ex-chefe da Copel, Caetano Perobelli, demonstraram desconforto para falar sobre as punições impostas a eles pelo prefeito Sidnei Rocha. Foram ríspidos e se negaram a atender o Comércio. Teixeira bateu o telefone “na cara” de um repórter. Perobelli, por sua vez, deu as costas a outros três. O único a falar, Marco Antônio Franceschi, declarou inocência e afirmou: sente-se “massacrado”.
Teixeira foi o primeiro a ser procurado. Atendeu à ligação, segundo ele, no momento em que lia o despacho que determinava seu afastamento. “Não posso falar com você. Não posso falar com ninguém e é para sempre. Eu tô (sic) lendo o despacho, você me dá licença um pouquinho? Será que posso ter minha intimidade preservada dois minutos?”, disse, para, em seguida, encerrar bruscamente a conversa.
Pouco depois, foi a vez de Perobelli demonstrar sua revolta. Procurado na Copel, foi grosseiro e não quis saber de entrevista. “Com vocês (do Comércio) eu não falo. Não tenho nada a declarar”, disse.
Já Franceshi foi o mais ponderado. Evitou criticar a decisão do prefeito, mas revelou descontentamento com a situação. “É melhor procurar meu advogado”, disse, inicialmente. Depois de uma pausa, lamentou-se. “O negócio pegou um rumo...é uma coisa injusta, a gente não deve. A hora que tiver alguma coisa eu te procuro”, disse o engenheiro.
As empresas envolvidas no processo também se manifestaram ontem sobre a decisão de Sidnei Rocha, que proibiu a participação delas em licitações públicas até o final do processo administrativo. A advogada Rita Carvalho, da FFC Engenharia, disse que está “havendo uma confusão de área pública com área civil” e que se houver novas licitações a empresa, se quiser, vai participar normalmente. “Ela (FFC) vai impetrar um mandado de segurança para participar, se houver interesse”.
O advogado Eduardo Berbel, que defende Taísa Franceschi, dona da Betontest, alegou estar fora da cidade e disse que só vai se inteirar do assunto quando retornar.
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