Sidnei demite Perobelli e afasta Wilson Teixeira


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Caetano Perobelli foge do Comércio: “Não tenho nada a declarar”
Caetano Perobelli foge do Comércio: “Não tenho nada a declarar”
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) demitiu, ontem, o chefe da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Caetano Perobelli, e afastou o secretário de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira, e o engenheiro Marco Antônio Franceshi, subordinado de Teixeira, de suas funções. Eles foram acusados pelo Ministério Público de participar de um grupo que teria tentado fraudar a licitação do Córrego dos Bagres em R$ 1,2 milhão. Os nomes dos substitutos ainda não estão definidos. A decisão foi tomada após Rocha receber o relatório final da sindicância interna que apurou irregularidades nas licitações para as obras de contenção de enchentes. O tucano determinou ainda a abertura de dois processos administrativos: um para apurar a licitação que escolheu a construtora Betontest para elaborar o estudo técnico que deveria estipular como as obras no Córrego dos Bagres seriam feitas e um segundo para averiguar o valor estimado da obra, orçada em mais de R$ 4 milhões. Segundo Rocha, a sindicância demonstrou que os envolvidos falharam na condução da licitação. “Não ficou comprovada a corrupção dos servidores. No entanto, ficaram claras desobediências à Lei de Licitações, principalmente no que se refere à impessoalidade e ao sigilo”, concluiu o prefeito em seu despacho. Rocha disse que não admitirá posturas duvidosas em sua administração, mesmo que envolva auxiliares de primeiro escalão e de sua confiança, como Teixeira e Perobelli, indicados por ele para seus respectivos cargos. “Não posso e não vou deixar passar fatos que comprometam esta administração. Apuraremos e adotaremos as medidas necessárias contra quem quer que seja”. A Divisão de Auditoria terá, a contar a partir de ontem, 60 dias para terminar o processo administrativo. Se ficarem comprovadas atitudes fraudulentas ou mesmo falhas nos procedimentos adotados na licitação, Teixeira e Franceshi estarão sujeitos a punições que vão desde suspensão até a demissão por justa causa. Rocha disse, ainda, que não escolheu substitutos para ocupar os cargos dos afastados (vagos a partir de hoje), o que deverá acontecer ao longo da semana. “Ainda está muito prematuro para decidir isso. Vou pensar com bastante calma antes de fazer as indicações”, disse. Os três envolvidos foram procurados, ontem, para repercutir a decisão de Sidnei Rocha, mas não quiseram falar sobre o assunto. Ríspidos, dois deles, Perobelli e Teixeira, atenderam a reportagem, mas preferiram não falar sobre o assunto. MAIS PUNIÇÃO As empresas envolvidas na fraude - Betontest e FFC Engenharia - também sofreram punição. Até o fim da apuração, elas estão proibidas de participar de qualquer processo licitatório e de prestar serviços ao poder público. A Prefeitura cobrará, na Justiça, a devolução dos R$ 10 mil pagos à Betontest pelo estudo técnico da obra. O valor total cobrado pela empresa seria de R$ 40 mil. “A Secretaria de Planejamento e Econômico e Gestão Financeira, com apoio da Procuradoria Jurídica, tomará as providências necessárias”, disse o prefeito. Todos os envolvidos também estão sendo processados pelo Ministério Público e podem ser alvo de um inquérito policial.

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