O sexto domingo do tempo pascal tem como tema central a promessa que Jesus faz aos discípulos do envio do Espírito Santo para dar continuidade à caminhada do povo de Deus que marcha pela história.
A presença e assistência de Jesus na caminhada da Igreja, impulsiona o cristão, a percorrer o mesmo caminho de Jesus que ofereceu sua vida em favor dos irmãos, numa doação total e radical, até à morte.
É verdade que no Evangelho proclamado nas missas hoje celebradas, Jesus se despede dos seus discípulos. Toda despedida é sempre acompanhada por tristeza. A despedida de Jesus é diferente, é marcada pela esperança e por recomendação sobre a continuidade da missão. Trata-se de uma palavra de ânimo e de paz.
A liturgia de hoje nos desafia a um olhar atento sobre três dimensões da vida comunitária: fé, testemunho e missão, todas elas unidas e alimentadas pelo amor. No Evangelho há um convite muito claro para viver a Palavra. Viver a Palavra significa viver o amor: amor a Deus e aos irmãos. Deus se faz presente na comunidade e em cada um através do amor. Através do Espírito Santo, ele continua agindo em nosso meio, ele continua nos ajudando na construção do Reino.
O Reino de Deus é um Reino de Paz. Uma paz que brota da justiça. Quantas vezes essa paz veio manchada pelo sangue dos diversos mártires ou pelo sofrimento e pela dor de tantas e tantas pessoas. Deus não nos quer conformados com as estruturas de pecado do mundo, por isso envia seu Espírito, para nos fortalecer e animar nesta caminhada.
Cristo, por meio da sua morte na cruz e ressurreição, trouxe a libertação para nós. Ele é o Cristo libertador que nos livrou da destruição do pecado e da morte e abriu-nos as portas da eternidade, ou seja, a vida em plenitude. Jesus preparou um grupo de discípulos e os enviou em missão. Hoje, através da Eucaristia, somos alimentados para uma missão que é levar a todos o Cristo vivo, para que outros conheçam a Cristo.
A vida da comunidade-Igreja se constrói em torno da Eucaristia. A Igreja é sempre uma comunidade de amor. Não basta participar da Eucaristia como de um momento de piedade particular. Trata-se de um ato de fé que leva a um compromisso de fidelidade com Deus e com os irmãos e irmãs.
EM FESTA COM O PAPA
Desde quarta-feira, dia 9, o Papa Bento XVI visita nosso Brasil: a Igreja Católica está radiante. Os seus passos são abençoados e por onde passa, semeia Paz! Santidade, sua visita nos fortalece na fé e anima, a partir dos jovens, a Igreja Católica em nosso País. Eis os dados biográficos do nosso Sumo Pontífice: Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn (Alemanha), em 16 de abril de 1927. Cresceu e foi educado na cidade de Traunstein, na fronteira com a Áustria, em pleno regime comunista, o que significou grande desafio para a sua fé cristã.
Os nazistas mantinham um clima de hostilidade contra a Igreja Católica, perseguindo padres, religiosos e e diversos cristãos.
Não obstante, Joseph sempre procurou viver a beleza da fé em Jesus Cristo, incentivado pela família, que lhe dava cotidianamente testemunho de caridade e esperança. Em 1951 foi ordenado sacerdote, e logo iniciou sua atividade como professor e pesquisador. Lecionou na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, e em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir desse ano, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor.
De 1962 a 1965, participou do Concílio Vaticano II como consultor teológico. Posteriormente desempenhou importantes cargos a serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional. Foi nomeado Arcebispo de München e Freising em março de 1977, pelo Papa Paulo VI, adotando como lema: "Colaborador da verdade". No mesmo ano, em junho, foi criado Cardeal e participou do conclave que elegeu João Paulo I Papa, e também do que elegeu João Paulo II, com quem sempre teve grande proximidade. João Paulo II nomeou-o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em novembro de 1981. Em 1982, elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em abril de 1993.
Foi presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, finalizando o trabalho de 1992. Na Cúria Romana, foi membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados; das Congregações para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para a Educação Católica, para o Clero, e para as Causas dos Santos; dos Conselhos Pontifícios para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e para a Cultura; do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica; e das Comissões Pontifícias para a América Latina, Ecclesia Dei, para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canônico, e para a revisão do Código de Direito Canônico Oriental.
Paralelamente ao serviço que prestou à Igreja no Vaticano, nunca deixou de lado a reflexão como teólogo, recebendo diversos doutoramentos e publicando inúmeras obras. Dentre elas, "Introdução ao Cristianismo", "Dogma e Revelação", "Relatório sobre a Fé", "O sal da terra", "Na escola da verdade". Foi eleito Papa em 19 de abril de 2005.
EM FESTA COM AS MÃES
Hoje, 13 de Maio, com Nossa Senhora de Fátima, estamos rezando e homenageando nossas Mães.
Se um dia alguém quiser entender o que é o amor e como é o amor de Deus por nós, basta olhar o modo de amar da própria mãe. Por meio das mães, Deus sempre falou com os homens e mulheres nesta terra.
No dia das Mães quero ressaltar o valor da missão das mães: é sublime ser Mãe. Mãe é tão necessário que Deus escolheu uma para seu filho nascer.
O jeito das Mães, o trabalho da mães, a doação, sem reservas, de uma mãe, o carinho das mães, revelam Deus e tudo será recompensado... na eternidade.
Para cada Mãe um abraço e uma bênção especial.
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