Há um ano, Franca amanhecia assombrada pelo terror. Foi exatamente no dia 13 de maio de 2006, um sábado, que a cidade passou a fazer parte da rota do crime organizado. Bandidos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) davam início a uma série de três atentados distintos que deixaram cinco ônibus queimados e dois policiais baleados. Disparos de armas de fogo também atingiram delegacias, agências bancárias e supermercados.
Uma longa rebelião agitava a cadeia do Guanabara. O aniversário dos ataques é visto com preocupação por parte das autoridades locais. O estado de alerta foi decretado.
Iniciados em maio, os atentados atribuídos ao PCC voltaram a se repetir nos meses de julho e agosto. Na ocasião, a onda de violência foi interpretada como uma resposta à decisão do governo estadual de isolar líderes da facção criminosa. Atualmente, não há nenhum motivo aparente para novo levante, mas o fato de os ataques completarem um ano é suficiente para o fantasma voltar a assombrar.
A polícia evita falar abertamente sobre as precauções tomadas, mas o Comércio apurou que o nível 1 de alerta - o menos grave de uma escala que vai até 3 - foi implantado desde o começo da semana. Nessa situação, os policiais devem ficam numa espécie de plantão a distância por prazo indeterminado. Não podem deixar a cidade e devem se apresentar imediatamente à unidade policial em caso de chamada urgente. “Temos um plano de contingência de acionamento rápido, não só nesse período, mas em qualquer situação que avaliarmos ser de caráter emergencial. Fizemos um teste esta semana e funcionou perfeitamente. Estamos preparados para reprimir ações criminosas, independentemente do período em que vier a ocorrer”, disse o delegado Daniel Paulo Radaeli, responsável pelo Cepol (Centro de Inteligência da Polícia Civil).
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Apesar de não desprezar a chance de novos atentados, as autoridades acreditam que são remotas as possibilidades de voltarem a ocorrer. A repressão ao crime organizado, com prisões de líderes da facção, bloqueios de contas e mortes de integrantes do bando, seria uma demonstração de força da polícia. Os criminosos apontados como responsáveis pelos ataques em Franca foram identificados e mandados para a cadeia. De qualquer maneira, o serviço de inteligência continua monitorando os suspeitos. Ao menor sinal de risco, o plano de contingenciamento será acionado.
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