Os olhos e a testa ainda estão roxos. As pernas, os braços e o peito permanecem com ferimentos. As costelas quebradas doem ao menor movimento. Uma semana depois de ser espancada durante roubo em sua casa, a bancária Rosa Santa Batista, 47, continua com as marcas da violência em seu corpo. Ao ver as fotos da mulher toda machucada, até mesmo um dos assaltantes se assustou: “Pensei na minha mãe na hora. Se fizessem isso com ela, eu mataria”. Os três autores da agressão foram presos ontem pelos policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e vão responder por tentativa de latrocínio - roubo seguido de morte.
Era noite da sexta-feira, 4. A bancária estava dormindo sozinha em casa, no Condomínio de Chácaras Morada do Sol, próximo ao Distrito Industrial. Foi acordada de repente com a presença de três homens encapuzados. Eles haviam arrombado a porta e passaram a aterrorizar a mulher. “Me mandaram deitar no sofá. Mesmo obedecendo, eles me bateram. Foi uma sessão de tortura: por três vezes, um deles colocou a faca no meu pescoço e dizia que iria me matar. Chegou a bater com força minha cabeça contra o cofre”.
Os assaltantes reviraram toda a residência e chegaram a quebrar ovos na cabeça da vítima. Num momento de distração dos algozes, Rosa saiu correndo e conseguiu se esconder. Os ladrões roubaram cerca de R$ 2 mil, dois DVDs, um videocassete, dois vídeogames, um MP3 e jóias. Antes de fugir, um dos ladrões cortou o pé em cacos de vidro e deixou pegadas com sangue pela casa.
O ferimento foi decisivo para a identificação e prisão dos criminosos. Após descobrir que um morador do Jardim Zelinda estava com o pé cortado e mostrar fotos de suspeitos para a vítima, o investigador Lourival Júnior constatou que o desocupado Maicon Henrique Macedo de Souza, 20, o “Chavão”, era um dos envolvidos. “Passamos a investigá-lo. Identificamos dois menores que também participaram do roubo. Fomos até a casa deles hoje (ontem) e efetuamos as prisões. Parte dos objetos roubados foram recuperados”.
Maicon e os dois adolescentes, um de 15 e outro de 17 anos, foram levados à sede da DIG e confessaram o crime. “Tenho certeza que a vítima morreria se não tivesse conseguido fugir.
Por isso, é que pedimos a prisão dos envolvidos por latrocínio tentado. Assim, deverão pegar uma pena alta. Eles cometeram um crime bárbaro e terão que pagar. Todos ficamos revoltados ao ver o estado em que a dona Rosa ficou”, afirmou o delegado Márcio Garcia Murari.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.