‘Foi uma sessão de tortura. Pensei que fosse morrer’, diz a vítima


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A bancária Rosa Santa Batista esteve na sede da DIG para fazer o reconhecimento oficial dos homens que a espancaram. Não teve dúvidas. Segundo a vítima, Maicon parecia enfurecido e a espancava a todo o momento no dia do assalto. Ela fez questão de falar ao Comércio para sensibilizar as autoridades sobre o violência que toma conta da cidade. Comércio - Como tudo aconteceu? Rosa Santa Batista - Eu estava dormindo. Eles me acordaram e anunciaram o assalto. Eram três bandidos usando máscaras. Pediram para me deitar no sofá. Obedeci e fiquei quietinha, mas, mesmo assim, me batiam. Eu falei: “O que é isso cara?” Aos berros, ele (o Maicon) falou que não tinha cara ali, que era um assassino. Quebraram tudo na casa e começaram a separar o que era de interesse deles. Davam uma voltinha e me chutavam novamente. Foi uma sessão de tortura. Pensei que fosse morrer. Ele estava completamente louco. Até os outros dois chegaram a falar para ele parar de me bater. Comércio - Chegaram a ameaçá-la de morte? Rosa Santa Batista - Sim. Ele colocou a faca no meu pescoço por três vezes e falava o tempo todo que me mataria. A máscara que usava caiu e ele ficou com medo de ser reconhecido. Ficava me batendo o tempo todo. Tudo o que eu falava, eles retrucavam. Uma hora, falei: “Ai, meu Deus”. Ele falou: “Não tem Deus, aqui, não. Só demônio”. Uma hora, abriram a geladeira e começaram a quebrar ovos por toda a casa. Quebraram um na minha cabeça. Acredito que não me mataram logo de cara porque precisavam de mim para abrir o cofre. Ele me puxou pelo cabelo e bateu minha cabeça no cofre. Quando estava abrindo o segredo, eles se distraíram um pouco. Pulei a janela do quarto e fugi pelos fundos. Comércio - Uma semana depois, como está? Rosa Santa Batista - A costela quebrada e os hematomas ainda doem muito. Não consigo enxergar bem de um olho. Comércio - A prisão dos acusados é um alívio? Rosa Santa Batista - É. Pelos menos esses caras vão ficar fora de circulação. São um perigo para a sociedade e não podem ficar impunes. A população precisa ficar em alerta. O perigo existe e a violência está aí. As pessoas têm que se prevenir e tomar mais cuidado. É preciso ficar trancado dentro de casa.

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