A visita do papa Bento XVI ao Brasil esta semana nos serve para muitas reflexões, especialmente sobre como nos comportamos diante do mundo que nos cerca e das atribulações do dia-a-dia. Sempre que um líder religioso e chefe de Estado de tamanha grandeza se entrega em missão pelo mundo a serviço do bem e da paz, nos cabe pensar sobre o papel de cada ser humano em ação por um mundo melhor.
Não se trata de voltar o olhar para uma linha doutrinária específica ou de direcionar a fé de homem em um Deus maior. Trata, isto sim, de cada um, com a fé e crença que tem, dar sua parte em contribuição ao objetivo de todos. E todos queremos a paz, a boa convivência, a harmonia entre os homens, o respeito entre as nações. Esta é a lição de imensurável valor que deixou ao mundo Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Acredito que entristece Deus ver o mundo em conflito, ver os homens e todas as criaturas sofrendo por qualquer mal. E, pelo que posso notar, mais pessoas enxergam de modo parecido.
Mensageiro da paz, o próprio Bento XVI admite acreditar que as pessoas querem estar próximas de Deus e que procuram o apoio do cristianismo para a solução de seus problemas. A fonte de todo o bem certamente está em um Ser Supremo, criador do mundo, do homem e das coisas. Porém, o poder de decidir praticar o bem está nos homens, donos de suas ações, senhores das suas intenções.
Ao canalizar suas energias para ações que propaguem a idéia de vida em harmonia, o ser humano está plantando a semente do bem, a exemplo do que vemos plantar Bento XVI em sua visita ao Brasil, assim como fizeram seus antecessores no trono de São Pedro, até chegarmos à figura viva do próprio Cristo, fundador de um pensamento que atravessa o tempo ensinando o homem a ser bom para com seu próximo.
Com tudo isso, quero dizer apenas que acredito que estamos a um passo de alcançar a paz que sempre desejamos. Mas que esse passo deve ser dado pela humanidade, com cada homem levando adiante o próprio pé em direção a uma caminhada de fraternidade, de tolerância, de dedicação e respeito ao irmão que caminha ao lado.
Como citei antes, todos queremos a paz, seja ela entre os povos de nações em guerra ou entre irmãos, vizinhos, amigos em conflito. Agora quero dizer que a paz é um paraíso possível de ser construído com as decisões que tomamos em nossas vidas, com as ações diárias que concentram nossas energias, com as atitudes do próprio homem. Da minha parte, acredito que cabe ao próprio homem dar uma chance para a paz acontecer em todos os lugares.
MILTON MONTI é deputado federal, coordenador da bancada paulista no Congresso Nacional e vice-líder do Governo na Câmara Federal
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