Se a pena de morte no nosso País fosse legalizada, certamente contribuiria para aumentar o número de assassinatos por arma de fogo. No Brasil já se constatou que os seres humanos estão morrendo mais por assassinatos e balas perdidas do que por acidentes de carro, que, tradicionalmente, liderava. Imagine então se houvesse a pena de morte. O assassino iria matar mais pessoas, pois saberia que, se pego fosse, iria morrer. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos com o atirador que matou 32 pessoas e depois cometeu suicídio, na Universidade Virginia Tech. Se ele matasse uma pessoa, pela lei daquele País, morreria; então, não ia fazer diferença nenhuma se ele matasse mais pessoas. No caso dele, preferiu se matar já que sabia que o fim, se fosse pego, seria o mesmo. Por mais que as pessoas cometam crimes horríveis e hediondos não temos o direito de tirar a sua vida, até porque com isso estaremos nos tornando iguais a eles.
Fábio José Ziliotti
é leitor do Comércio da Franca
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