Dezesseis presos da cadeia do Jardim Guanabara foram beneficiados pelo indulto e vão passar o fim de semana nas ruas. São previstas cinco saídas temporárias por ano em datas comemorativas, mas desta vez a liberação é vista com maior preocupação pelas autoridades. Foi exatamente no indulto do Dia das Mães do ano passado que o Estado foi abalado pela primeira onda de atentados promovidos pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo informações apuradas pela Polícia Civil de Franca, presos que saíram para visitar seus familiares, em 2006, funcionaram como "pombos-correio" e foram orientados a promover os ataques. Um dos mensageiros teria se encontrado com integrantes da facção, em uma mata nos fundos do Jardim Paulistano, e planejado as ações terroristas. O que se viu a seguir foram ônibus queimados, policiais baleados e rebelião na cadeia.
Antes de deixarem o presídio, ontem, os presos foram advertidos e assinaram um termo se comprometendo a não deixarem a Comarca nem freqüentarem bares e chácaras de prostituição. Devem se recolher as 22 horas. O endereço atualizado deles foi repassado aos centros de inteligência das Polícias Civil e Militar. "Tendo em vista o antecedente, a polícia está organizada visando impedir que problemas ocorram. Os presos serão monitorados. Caso se envolvam em qualquer situação ilícita, independentemente de ataques, serão recolhidos no ato", afirmou o delegado Alan Bazalha Lopes, diretor da cadeia do Jardim Guanabara.
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