Tradição que nem sempre é acompanhada por uma multidão de torcedores. Em Franca, o pólo é um esporte com essa característica. Apesar do desconhecimento da população, a cidade é considerada um dos quatro melhores centros do esporte no Brasil. Os outros são Helvétia, Colina e Orlândia. Dois fatos dão a exata dimensão disso. O Pólo Clube existe há 60 anos em Franca, cidade que sedia uma competição com mais de meio século de história.
A partir de hoje até o próximo fim de semana, esse campeonato, assim como no ano passado, colocará o esporte no centro das atenções. Seu vencedor estará classificado para disputar a semifinal do Campeonato Paulista de Pólo.
A competição em Franca terá a participação de seis times em busca de uma vaga para o Estadual. Outras três vagas serão decididas em disputas a serem realizadas em Orlândia, Colina e Indaiatuba, no Helvétia Pólo Clube.
Concorrem ao título da disputa local os times Franca e Fazenda Paredão, defendendo a cidade; Agudo, Hípica e Mata Chica 2, todos de Orlândia, e TBC, de Colina.
Uma das equipes locais é a favorita. Dois campeões brasileiros defendem o time Fazenda Paredão. São eles: Leonardo Zunsteim e Gustavo Garcia. “É uma competição importante e de alto nível”, comentou Gustavo. Sua equipe estréia hoje, às 15 horas, no Pólo Clube, contra o time Hípica. Amanhã, outras três disputas acontecem às 10h30, 13 horas, e 15 horas. A entrada é gratuita para o público.
Franca respira tradição em competições do gênero. “Participei de quase todos os campeonatos disputados aqui e também joguei em outros lugares do Brasil. Nós (francanos) temos história e respeito no pólo”, recordou Maurício da Costa Ribeiro, 72, um dos jogadores mais antigos da cidade. Além de precursor, ele passou o legado. Seu filho Alexandre, 42, é, hoje, o terceiro melhor atleta do País na modalidade. “O Brasil inteiro conhece Franca. Até argentinos e ingleses, os melhores do mundo, já passaram por aqui. Além disso, é muito importante jogar em casa, onde há um clima de amizade muito grande”, comentou André Ribeiro de Almeida Andrade, 21, defensor da equipe Franca, que jogará amanhã. André chegou às semifinais do Paulista no ano passado, mas não conseguiu disputar o título.
Paralelo à seletiva para o Estadual de Pólo, outra competição acontece como treinamento para cavaleiros com classificação menor no ranking nacional. É a competição de zero a dois gols.
Nesta, a soma do handicap de cada um dos quatro esportistas participantes do jogo não pode superar 2. Outros clubes participam, entre eles, um de Franca, o Morro Grande; outro da capital paulista, o Sociedade Hípica Paulista, e o Confidence Pólo Team, de Indaiatuba. A primeira partida deste torneio acontece também amanhã, às 13 horas, entre Sociedade Hípica Paulista e Morro Grande.
SISTEMA DE DISPUTA
O pólo é uma competição dividida pelo nível dos cavaleiros que compõem um time. Em Franca, duas categorias serão realizadas. A válida para chegar ao Paulista é nível dois a seis. A “amadora” é de zero a dois.
O que isso significa? Dizer zero a dois ou duas a seis quer dizer a soma de pontos que tem cada um dos quatro cavaleiros que compõem um time. Esses pontos - o “handicap” -são determinados de acordo com os resultados que cada esportista soma em sua carreira.
Chamado também de gols, esse ranking dos cavaleiros varia ser de um ponto negativo a dez pontos. No campeonato de Franca, há cavaleiros com, no máximo, handicap quatro.
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