Bons de taco. Um dos melhores cavaleiros de pólo do Brasil na atualidade é de Franca. Rodrigo Ribeiro Andrade é o competidor com maior handicap medido no País. Ele tem nível oito. Empatado com ele está Fábio dos Santos Diniz, integrante da família proprietária do Pão de Açúcar. Rodrigo é ícone também no estrangeiro. Ele já foi campeão mundial na categoria, defendendo a seleção brasileira em 2001.
Mas ele não é o único a alcançar reconhecimento além da terra das Três Colinas. Alexandre Gomes Ribeiro é outro esportista reconhecido no pólo. Já jogou, entre os anos de 91 e 96, nos Estados Unidos e também disputou campeonatos na Argentina, país com tradição na modalidade e campeão da última edição olímpica que teve a presença do esporte, disputada em 1936, em Berlim.
Incluem-se nesse rol de campeões os cavaleiros Gustavo Garcia Ribeiro, Leonardo Zunstein e Miguel Mello, atuais campeões brasileiros. Os dois primeiros, inclusive, participam da competição em Franca, que começa hoje, valendo vaga para a semifinal do Campeonato Paulista de Pólo.
Além disso, o que a maioria desses esportistas tem em comum é o grau de parentesco. Rodrigo, Alexandre e Gustavo são primos. A tradição familiar talvez seja o que impeça o crescimento e a popularização do esporte na cidade, apesar dos títulos que os conterrâneos já conquistaram. “É preciso deixar de lado essa idéia de que para jogar pólo é preciso ser rico. Aqui em Franca há gente que vive de salário e disputa as competições”, defende um dos precursores da modalidade na cidade, Maurício da Costa Ribeiro.
André Almeida Ribeiro, que ainda está no começo da carreira e não decidiu se a seguirá, vê possibilidades de popularização do esporte. Mas concorda ser um entrave o alto custo para se iniciar na prática. “Ainda não tem escolinha. O mais caro é para quem começa”, reconhece. Especula-se que sejam necessários R$ 5 mil para um esportista amador adquirir o animal e todo o material necessário para praticar o esporte.
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