Ana Estela Checchia ajuda a escrever a história da Caminhar desde a fundação. A psicopedagoga começou como voluntária e, depois de dois anos, foi transferida para trabalhar na entidade. "Sou funcionária da Prefeitura e há oito anos atuo na Caminhar", disse. Ana Estela, coordenadora, comenta as conquistas do trabalho.
Comércio da Franca - Como nasceu a associação?
Ana Estela - A preocupação da Caminhar sempre foi a inclusão de crianças com paralisia cerebral. A Caminhar foi criada por Ana Luiza, mãe de uma criança com paralisia na cidade. Ela começou reunindo pais de outras crianças na mesma situação e contou com o apoio da fisioterapeuta Ana Cláudia para montar a associação. Ana Cláudia já faleceu e Ana Luiza foi embora para os EUA, mas outras pessoas dão continuidade ao projeto.
Comércio - Qual a importância de prestar atendimento aos pais também?
Ana Estela - Às vezes, a dificuldade de aprendizagem não está só na criança. Se apresenta problemas em aprender, alguém pode estar com dificuldade de ensiná-la ou a família não oferece estrutura correta para a aprendizagem dos filhos. Encontramos muitos casos de crianças que convivem em ambientes de violência doméstica, com pais alcoólatras e de mães que trabalham o dia todo e não têm muito tempo para os filhos. Não adianta a Caminhar oferecer reforço se em casa o paciente não encontra espaço adequado para melhorar, evoluir e ter um acompanhamento.
Comércio - Quais as conquistas alcançadas pela Caminhar?
Ana Estela - Acredito que o nosso crescimento; a estruturação que alcançamos para o atendimento. Começamos com voluntários e hoje contamos com equipe completa e mantemos a qualidade dos serviços sempre. As escolas também mudaram o olhar em relação às crianças com paralisia. A aceitação está maior.
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