Chutando o balde


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Sabe aqueles momentos em que se quer escrever alguma coisa, mas falta inspiração? Aqueles momentos onde as coisas conspiram a favor disso, mas tem aquilo? Aquela vontade de deixar de ser genérico? Pois então... Sabe aquelas sensações estranhas? Que dão vontade de ficar olhando para o horizonte, ou o nada, eternamente? Sabe aquela vontade de bater um bom papo com alguém e ao mesmo tempo ter vontade de ficar sozinho? Sabe aqueles dias nublados que te fazem lembrar da sua infância? Aquela nostalgia, te dando umas boas marteladas? E também aquela droga de arrependimento meio sem motivo, meio sem sentido? Que, por sinal, também fica te martelando? Sabe quando dá vontade mesmo é de chutar o balde? Pois então é isso que vou fazer hoje. Afinal, nesta coluna já falamos de acidentes de trânsito que ceifam dezenas de vidas nas ruas e estradas mas até parece que esse artigo nem foi publicado. Os acidentes continuam acontecendo com freqüência. Cobramos empenho de nossas autoridades para evitar mortes estúpidas no trânsito, demos sugestões, mas, nesse dia, pode ser que o jornal tenha sido escondido nas repartições públicas. Ou, se chegou às mãos certas, preferiram ignorar. Mostramos nesse espaço o abandono em que se encontra a Praça da Estação. Pedimos providências de nossas autoridades para se evitar que ela desapareça e, com ela, parte de nossa rica história. Nada mudou. Tudo continua como antes. A Praça da Estação está entregue a marginais, prostitutas e travestis. Não merece nem mesmo oito mil reais que a Prefeitura repassa todos os meses para a ACIF cuidar da vistosa praça central. Aliás, oito mil reais por mês para fazer mesmo o quê, na praça central? Mesmo num dia sem inspiração como hoje a memória trabalha e me faz recordar que a população da Estação vota e já elegeu um prefeito, na maior virada histórica de nossa política. Lembram-se quando Dr. Lancha, no final dos anos 60, ganhou as eleições disputadas contra Fábio Meirelles? Escrevemos ainda que Franca não tem festa popular à altura de suas tradições. Nesse dia a coluna foi lida, pelo menos por Heitor de Lima, diretor da Divisão de Agronegócios da Prefeitura . O secretário nos questionou perguntando se ainda não tínhamos ouvido falar da Expoagro, evento que neste ano completa 38 anos de atividades. A resposta e as sugestões para que esta festa não seja igual às dezenas de ‘expoagros’ que pululam aqui pelas redondezas, foi dada. Escrevemos sobre a falta de representatividade da nossa Francana junto à FPF. Nada foi feito, do contrário nossa Veterana teria sido convidada para a Copa São Paulo. Por fim, algumas linhas mostrando que a violência em Franca e região atingiram níveis impensáveis. Um afortunado pedaço de terra dotado de tantas belezas naturais está sendo dominado pela parte violenta e sanguinária da humanidade. A culpa é da falta de segurança, diria o cidadão indignado, é dos políticos, diria o eleitor enfurecido, é do sistema, diria o sujeito mais letrado. Entretanto, a pessoa que parar e olhar para trás, dirá, sem sombra de dúvidas, em sua honesta resposta: a culpa é de todos nós. É nossa, pois já disse Jesus há milênios, ‘’atire a primeira pedra quem nunca pecou!’’. E parece que não aprendemos nada com tão sábias palavras. Pecando, errando, faltando com o próximo. Dessa forma não há possibilidade de termos uma humanidade decente, igualitária, livre, nem agora, nem no futuro, pois nossos sucessores seguem inadvertidamente nossos legados. E nessas últimas linhas, com a volta da inspiração, deixo cair uma insegura e desesperadora lágrima, a qual nada mais é do que um grito de socorro. AMANHÃ É FERIADO NACIONAL? Depois de tramitar sem recurso ou discordância pelo Senado, o projeto de lei número 55 de 2007 estabeleceu o dia 11 de maio - data de canonização do Beato Frei Galvão -, como dia oficial do Santo Frei Galvão. O projeto do Senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e relatado pelo Senador Jonas Pinheiro (PFL-MT) foi aprovado pela Comissão de Educação do Senado. Prevê, ainda, status de feriado nacional para o dia 11 de maio. Anunciada em 16 de dezembro de 2006, a canonização ocorrerá nesta sexta-feira, em São Paulo, com a presença do Papa Bento XVI. SUGESTÃO AOS VEREADORES Além de nomes de ruas e avenidas, projetos de interesse da coletividade sempre serão bem-vindos principalmente na área da saúde. Uma sugestão aos vereadores: que tal um projeto para trazer o SAMU para Franca? O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. Com esse programa o governo federal já reduziu o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem gratuitamente pelo 192 às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, ginecológica, obstétrica e de saúde mental da população. O governo federal banca 50% do custeio mensal de tudo isso. 115 municípios já aderiram ao SAMU, entre eles Barretos. Aí está a sugestão. Ou será que a esse serviço iria contrariar outros interesses? ACONTECEU EM FRANCA O compositor e carteiro Antônio Domiciano tocou a campainha de um apartamento para entregar uma carta registrada, mas ninguém respondeu. Em vez disso, um gato apareceu e se deitou à porta. Domiciano entregou a correspondência do apartamento de cima e quando voltou para fazer nova tentativa naquele que não atendia, encontrou o morador, um senhor de idade avançada, à porta, bastante perturbado. – Nem sabe como estou feliz em ver você - disse ele. - Achei que o gato tinha aprendido a tocar a campainha.

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