"Tudo que ele falou é absurdo. Não tem licitação de R$ 4 milhões coisa nenhuma. Foi um sonho psicodélico. Difícil imaginar que uma pessoa com meu passado possa ter feito algo como o que disseram". Assim, o até agora, secretário do Planejamento, Wilson Teixeira, reagiu no primeiro dia após a ação civil pública que o acusa de comandar o grupo que, segundo o MP, tentou fraudar as obras de contenção de enchentes em R$ 1,2 milhão.
Acuado, Teixeira falou com o Comércio por telefone. A princípio, se negou a conversar. "Não farei nenhum comentário sobre o assunto. Na hora certa, vou esclarecer tudo. Não confio em vocês e vamos resolver a questão na Justiça".
Após alguns minutos, mais calmo, negou as acusações, afirmou que não vai pedir licença do serviço público e disse que a decisão de uma possível saída da Prefeitura depende exclusivamente do prefeito Sidnei Rocha. "Estou na Prefeitura. Independente de ser ou não secretário, sou funcionário de carreira e não tenho porque me envergonhar. Agora que ele (Borges) protocolou (a ação), vou ter chance de me defender. Eu sou uma pessoa de bem".
Ainda na defensiva, disse que foi o "grande construtor" da cidade nos "últimos 30 anos". Tenho interesse e luto pela cidade, tive enfarte por conta da cidade, de tanto cobrar. Nunca participei de divisão de verbas, de fraudes, de nada".
Teixeira classifica o episódio como "o mais negativo da vida dele”. Seu consolo é a participação dos amigos. "Recebi muitos e-mails, telefonemas, todos de solidariedade. Com todo esse episódio, vi que tenho muitos amigos na cidade. Quem leu o jornal, não acreditou", disse.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.