Moradores acusam vereadores de promoção pessoal em sorteio


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O advogado Denilson Carvalho defende os vereadores e afirma que eles não ajudaram a entregar as cartas: “Eles estavam fiscalizando”
O advogado Denilson Carvalho defende os vereadores e afirma que eles não ajudaram a entregar as cartas: “Eles estavam fiscalizando”
Quatro vereadores da base aliada do prefeito de Ribeirão Corrente, Airton Montanher (PT), são acusados por moradores de aproveitarem da assinatura de contratos de casas populares para se promoverem entre os eleitores. Na última segunda-feira, os vereadores Genésio de Oliveira (PSDB), Ézio Cunha (PT), Rildo Sousa (PPS) e Paulo Mendes (PPS) teriam sido vistos ajudando funcionários da prefeitura a entregar a carta de convocação para assinatura de contrato a 54 famílias selecionadas pela Caixa Econômica Federal. “Eu vi os vereadores entregando as cartas com os nomes das famílias selecionadas por eles. Fiquei indignada, porque moro em uma casa de três cômodos com sete pessoas e não ganhei”, disse uma moradora, que pediu para não ser identificada. O advogado dos acusados, Denilson Carvalho, afirma que a denúncia é descabida e infundada. “Eles não entregaram as cartas, apenas acompanharam os funcionários da prefeitura. Essa é a função do legislativo, ou seja, a de fiscalizar e foi isso que fizeram”. O secretário de Habitação da Prefeitura de Ribeirão Corrente, Nilson Pulhieis, também desmente as acusações. “A triagem foi feita a partir da renda de cada família, que foi visitada por assistentes sociais. A lista foi encaminhada para a Caixa Econômica, que fez a seleção dos 54 nomes. Esse processo não faz sorteio, a escolha dos beneficiados é a partir da renda, que não pode ultrapassar um salário mínimo”. O Ministério Público vai averiguar o caso.

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