Abalado, Teixeira nem consegue se defender


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Sem reação. Assim Wilson Teixeira demonstrou estar, ontem, após saber, através da reportagem do Comércio, do teor da ação civil pública protocolada pelo Ministério Público em que é acusado de ser o líder de um grupo que agia dentro da Prefeitura para superfaturar a obra no Córrego dos Bagres para desviar dinheiro. Acordado na noite de ontem, ele não conseguiu conter a emoção ao saber dos termos utilizados pelo promotor Paulo Borges na sentença. "Para quem tem 30 anos de Prefeitura, é uma coisa muito triste. Não vou voltar a dormir, nem tem como. O promotor pegou pesado, acho que falou coisas que não devia". Após alguns minutos de he-sitação, onde a dificuldade para articular frases era clara, tentou uma defesa. "Não sei como ele (Borges) diz isso (...) primeiro, não fui eu que fiz o orçamento. Quem faz orçamento é de outra área, de outro lugar". Questionado sobre se pretende deixar o secretariado de Sidnei Rocha ou se afastar até que o caso seja apurado, ele desconversou. "Agora vou conversar com o prefeito. Não posso adiantar nada. É tudo muito prematuro, mas a decisão é sempre dele".

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