Dedicação, autocontrole e muito preparo emocional. A rotina de um enfermeiro não é nada fácil. É uma profissão que requer, antes de tudo, vocação para cuidar de outras pessoas. Por isso, para quem deseja investir nessa área é fundamental ter uma boa preparação psicológica para lidar com situações de desespero, perda e tristeza.
Profissão dominada por mulheres nas décadas passadas, o mercado de trabalho e as salas de aula nos dias de hoje estão repletos de homens. “A enfermagem é uma profissão como qualquer outra.
Não sinto preconceito nenhum em fazer o curso. Já existem vagas em muitos hospitais específicas para homens”, relata o estudante Carlos José Cintra, 21.
Para exercer a profissão, é necessário, antes de tudo, fazer uma faculdade ou um curso técnico. Em Franca, o curso superior de Enfermagem é ministrado pela Unifran (Universidade de Franca). Tem a duração de quatro anos e a mensalidade é de R$ 675.
Durante o curso, o aluno tem amplas noções de anatomia, bioquímica, fisiologia, ética, administração, farmacologia, estatística e fundamentos de enfermagem, tais como aplicar injeções, ministrar remédios, entre outros. “Só neste ano formaremos cerca de 150 novos profissionais”, ressalta Gislaine Bellussi, professora do curso na Unifran.
Já os cursos de Técnico em Enfermagem são ministrados pela Escola Estadual “Doutor Júlio Cardoso”, a Industrial, e pelo Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). (Leia mais abaixo).
O campo de trabalho para o profissional da área é amplo e crescente, não se restringindo a hospitais. Há enfermeiros na saúde pública, como unidades básicas e prontos-socorros; clínicas particulares, em lares de idosos e nas escolas.
Trabalhar no domicílio dos pacientes tem sido, atualmente, uma das áreas mais rentáveis para o profissional. “Acaba ficando mais barato para a família manter o doente em casa, com o atendimento de um enfermeiro, do que mantê-lo em um hospital particular”, afirma Edson Munhoz, enfermeiro há sete anos.
Renata Cristina Otávio, 21, se formará no final deste ano. A escolha do curso foi por admirar a profissão. “Quando comecei a aprender, fiquei feliz pela opção. Percebi que me identificava muito na área”. Mesmo sem ter a experiência de um estágio, Renata já sabe o que vai fazer depois que pegar o diploma. “Vou me especializar e prestar concursos públicos”.
Quem está no estágio e afirma que fez a escolha certa é Wiara Cristina dos Passos, 21. “Estou atuando na Santa Casa de Franca desde fevereiro e, a cada dia, me identifico mais com a profissão. É muito bom ter a teoria, mas não há nada melhor do que pôr tudo em prática”.
TÉCNICOS
Uma boa alternativa para quem quer trabalhar na área e não tem condições financeiras de arcar com as despesas de um curso superior, uma das alternativas é fazer um curso para Técnico em Enfermagem. Mauriel Abib, diretor da Escola Estadual “Doutor Júlio Cardoso”, a Industrial, explica que o curso técnico abre as portas para o trabalho. “Depois disso, a pessoa pode investir mais na carreira e, se preferir, fazer a faculdade quando já estiver empregada”.
A cada ano, o curso da Industrial forma 78 pessoas. De acordo com Mauriel, 90% dos alunos saem empregados. Para freqüentar o curso, que é gratuito, é preciso prestar no vestibulinho e ser aprovado. Na inscrição paga-se uma taxa de R$ 20. As vagas para técnico, aliás, estão abertas e podem ser feitas até sexta-feira, 11, na secretaria da escola.
Quem não pretende enfrentar o vestibulinho, pode investir no curso técnico oferecido pelo Senac. As mensalidades custam R$ 232.
Colaborou Mônica Carvalho
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