DIG encontra desmanche de carros entre os sem-terra


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Policiais da DIG observam o que sobrou de Opala localizado em desmanche clandestino localizado na Fazenda Boa Sorte, em Restinga: investigadores acreditam que parte dos veículos roubados em Franca é desovada no local
Policiais da DIG observam o que sobrou de Opala localizado em desmanche clandestino localizado na Fazenda Boa Sorte, em Restinga: investigadores acreditam que parte dos veículos roubados em Franca é desovada no local
O vendedor Danilo Roberto Lopes Teles, 26, levou seu Opala Comodoro, ano 85, em uma oficina para fazer reparos há duas semanas. No dia 27 de abril, poucas horas após sair do conserto, o carro foi furtado na Rua Princesa Isabel, Jardim Dermínio. Na segunda-feira, o veículo - ou, o que sobrou dele -foi encontrado picado no interior da Fazenda Boa Sorte, em Restinga, onde fica o assentamento dos sem-terra. A Polícia Civil de Franca acredita que o local funcione como um desmanche clandestino, destino de boa parte dos carros roubados nas ruas de Franca. Parte dos criminosos envolvidos está entre os próprios assentados. Combater as ocorrências de furtos e roubos de veículos é o principal desafio da polícia local. No ano passado, cerca de 700 veículos entre carros, motos e caminhonetes foram levados pelos ladrões. Nos primeiros quatro meses deste ano, o número de vítimas já ultrapassa 230. Cidades vizinhas do Estado de Minas Gerais e desmanches na periferia de Franca e região são os destinos mais comuns. Uma equipe foi montada na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) para tentar identificar e prender os autores. No começo da semana, os policiais descobriram que o Opala do vendedor havia sido levado para a Fazenda Boa Sorte. Fizeram buscas e encontraram a carcaça do veículo em uma mata nas proximidades de um lago. Os ladrões haviam levado as rodas, o motor, o câmbio e o diferencial, entre outras peças de valor do carro. Para a polícia, não foi um caso isolado. “Temos várias denúncias anteriores de que veículos, principalmente, motos, são furtados e levados para lá (para a fazenda). Criminosos se aproveitam das dimensões do local para “depenar” os veículos e revender as peças na região. Já identificamos alguns suspeitos e vamos fechar o cerco sobre eles”, afirmou o delegado Eduardo Lopes Bonfim, responsável pela divisão de furtos e roubos de veículos da DIG. Os policiais voltarão ao assentamento nos próximos dias, pois acreditam que outros veículos picados por ladrões possam ter sido desovados nas represas existentes no local. Desmanche clandestino não seria o único problema verificado na propriedade. Segundo informações apuradas pela polícia, bandidos estão se infiltrando entre os assentados e usando a Boa Sorte como esconderijo. “Temos informações de que parte dos moradores do assentamento está envolvida em crimes, inclusive, usando motos furtadas ou adquiridas em leilão, para cometer crimes em Franca e retornar rapidamente para lá. Estamos investigando essas pessoas pela suspeita de ligação com o crime organizado”, completou o delegado Wanir José da Silveira Júnior.

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