Um terreno baldio na Rua Francisco Tarsia, altura do número 1889, na Vila Conceição Leite, se transformou em um verdadeiro lixão. Se antes o problema no local era o mato, hoje o pesadelo de moradores é conviver com o mau cheiro e os insetos que surgem com o depósito de sofás velhos, resto de couro e comida jogados no local.
José Eudes Silva Dourado, 56, morador no bairro há dois anos, não agüenta mais. “Aqui tem de tudo, até animais mortos são jogados nessa área. Só falta encontrarmos cadáver”, disse o metalúrgico aposentado . Cansado da situação, ele decidiu procurar a Câmara Municipal. Reclamou para um vereador que prometeu solução para o caso. “Foi só promessa. Já são mais de três meses de espera”.
A área é da Prefeitura, mas os vizinhos do local culpam a própria população e carroceiros que não colaboram pelo problema. “Temos coleta de lixo três vezes por semana. É inadmissível as pessoas joguem tanto lixo doméstico no local”, disse um morador que preferiu não ser identificado.
O lixão chega a ser motivo de discórdia entre moradores da rua e pessoas de outros bairros que utilizam o local como depósito. “Perdi as contas de quantas brigas presenciei. Mas, se não há fiscalização da própria Prefeitura, o que podemos fazer?”, disse Eudes. O aposentado já pensou em vender a casa por conta desta situação.
CONTROLE DIFÍCIL
A secretária municipal de Serviços, Valéria Marson, disse que a Prefeitura não consegue controlar a ação das pessoas que jogam lixo no terreno. “Os moradores têm que nos ajudar. Eles devem anotar as placas dos caminhões que fazem o depósito de lixo e fazer a denúncia na Prefeitura que entra com ação no Ministério Público, responsável por tomar providências, inclusive com multa. Só neste mês fizemos três denúncia ao MP”.
No caso específico do Jardim Conceição Leite, Valéria disse que a Prefeitura limpará a área, mas essa não é a solução definitiva. “Não é porque vamos limpar o local que as pessoas podem sair por aí jogando lixo. Isso é uma questão de educação. As pessoas precisam se conscientizar do problema”.
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