O Ministério Público deve protocolar, hoje, a ação civil pública que aponta improbidade administrativa na licitação da obra do Córrego dos Bagres. Segundo o promotor Paulo Borges, responsável pelo caso, há “graves problemas” na tramitação do processo licitatório. “Existem inúmeras irregularidades dentro da Copel e existem denúncias muito sérias de que pelo menos duas empresas participantes da licitação estavam agindo em conluio com funcionários da Prefeitura”, disse.
Borges deve processar ao menos quatro funcionários da administração municipal por improbidade administrativa. Embora o promotor não fale sobre nomes, fontes ligadas ao gabinete dão como certo que Wilson Teixeira, secretário do Planejamento, e Caetano Perobelli, chefe da Copel, serão processados. “Já há provas, não apenas indícios, do conluio entre algumas das empresas e dos funcionários. Só falarei sobre isso amanhã”, disse o promotor.
Além de anunciar a ação, Borges ainda retribuiu a cutucada de Sidnei Rocha, que declarou ser “apressada” a divulgação dos resultados das investigações. “Sidnei Rocha se contradiz. Ele não pensava assim quando formulou representação ao MP em razão das apurações que a divisão de auditoria fez sobre irregularidades na gestão passada. Foi um erro de avaliação do prefeito”, disse.
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