Um problema que se arrasta há anos está perto de ser resolvido. A diretoria do Castelinho conseguiu o apoio da Prefeitura de Franca e do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) para ‘esvaziar’ a represa do clube, fazendo o desassoreamento (retirada de terra e areia acumuladas no fundo do lago). Os serviços, previstos para começarem em quinze dias, não têm data para terminar. A idéia é que, com a retirada da terra, a represa ganhe mais capacidade para armazenar água, diminuindo as chances de enchentes.
Os técnicos calculam que atualmente cerca de 3,5 metros da profundidade da represa estejam tomados por terra e sujeira, sobrando para as águas apenas 1,5 metro. A terra e os entulhos vieram dos novos bairros erguidos próximos ao clube. Eles surgiram e ganharam residências sem ter galerias suficientes para comportar as águas das chuvas. Sem isso, sempre que chovia forte, a água e toda a sujeira das ruas acabavam sendo levadas para a represa que fica numa baixada.
O problema se agravou no fim do ano passado, quando, a qualquer chuva forte, a represa enchia e transbordava, provocando enchentes e alagamentos em diversos pontos da cidade.
O desassoreamento, orçado pela administração do Castelinho em R$ 200 mil, é um dos únicos meios de recuperar a capacidade da represa. Como o clube não tem recursos para custear os serviços, buscou ajuda e conseguiu. O DAEE será responsável em ceder uma máquina draga (que recolhe a sujeira da água) e a prefeitura contratará dois caminhões e uma pá-carregadeira para remover o barro.
O serviço não tem previsão para terminar. A estimativa da diretoria do clube é que leve seis meses. A sujeira retirada do fundo da represa será levada para a voçoroca da Avenida São Vicente, hoje transformada em aterro de resíduos inertes, na Vila Hípica.
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