Escola do Tropical tem aulas high tech


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A professora de Geografia Luciana Rodi aderiu às aulas high tech há quatro meses: “A atenção dos alunos é muito maior”
A professora de Geografia Luciana Rodi aderiu às aulas high tech há quatro meses: “A atenção dos alunos é muito maior”
Em vez de lousa, um telão. No lugar do giz, um mouse. O uso do computador está mudando o aprendizado de mais de 780 alunos da Escola Estadual “Helena Cury Tacca”, no Jardim Tropical. Desde o ano passado, 40 professores de todas as disciplinas modernizaram a maneira de lecionar e estão utilizando a internet como apoio nas aulas. Resultado: o rendimento e aprovação dos alunos cresceu em quase 50%. A avaliação foi feita pela própria instituição com base nos dados disponibilizados pelo Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Para o diretor da escola, Sebastião Donizete da Silva, o avanço no desempenho dos alunos é resultado direto do novo jeito de ensinar. “Nosso índice de reprovação, que era de 30 alunos em 2005, caiu para 16 em 2006. Eu, particularmente, atribuo esse resultado ao novo método de ensino”. A escola, que atende alunos da 5ª série do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, adquiriu um notebook e um telão que são levados para a sala de aula de acordo com o agendamento dos professores. Além dessa ferramenta, os educadores utilizam também a SAI (Sala Ambiente de Informática) que conta com dez computadores. “O número de equipamentos ainda é pequeno, mas mudou o interesse dos alunos pelas aulas”. Marcos Alves de Oliveira, professor de língua portuguesa, se capacitou e adaptou a ferramenta ao seu método de ensino. Em uma aula de 50 minutos para 45 alunos do 1º ano do Ensino Médio, ele intercala atividades no micro e na lousa. Com aulas dinâmicas, o rendimento dos seus alunos melhorou. “A aprendizagem aliada a um instrumento tido como lazer realmente desperta o interesse dos estudantes”, disse. Professora de geografia há nove anos, Luciana Rodi passou a utilizar o telão e o notebook em suas aulas há quatro meses. Antes ela apenas falava da floresta Amazônica, agora passou a mostrar a seus alunos como é o local. “As imagens dão outra percepção ao estudante. A atenção é muito maior”. Antes de levar as imagens e textos para a sala, Luciana pesquisa em casa. “Vejo o conteúdo que vou aplicar e procuro os sites específicos daquele assunto, de preferência que contenha muitas imagens”. Os estudantes, maiores interessados no assunto, aprovam o novo método. “As aulas não são mais cansativas. Memorizo bem as matérias e sinto que aquilo que estou aprendendo nunca mais esquecerei”, disse Débora Lisia Fernandes, 14, estudante da 8ª série. Para este ano, o diretor tem planos de adquirir novos equipamentos e ampliar o projeto. “Vamos batalhar para inserir cada vez mais esse tipo de recurso nas aulas. Lousa e giz já não são ferramentas tão eficazes”, finaliza.

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