Visão a distância


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Alfredo Palermo especial para o Comércio Quem escreve esta pequena nota, com os olhos focados em São Paulo, pode não perceber as linhas mestras de dois problemas francanos. Mas, mesmo assim, tenta enxergar os tênues fios que a distância cria e sugere. E explico logo: os dois assuntos que desejo focalizar são importantes. O primeiro é a renovação do contrato existente entre a Prefeitura de Franca e a Sabesp; o segundo é sobre a Prefeitura, a Santa Casa de Misericórdia e o Estado. Aliás, espero que, até a publicação desta nota, ambos os casos estejam resolvidos. Vejamos o caso da renovação do contrato com a Sabesp para a continuidade do fornecimento de água à cidade. As discussões sobre este assunto preocupam a população, porque, embora o objetivo central do problema já tenha aproximado as partes contratantes, sabe-se que há detalhes sobre os quais ainda divergem, certamente por interesses de cada uma, menos importantes que a urgência de um acordo, que a comunidade aflita aguarda. Outro problema que a cidade espera ver resolvido é o que envolve a Municipalidade - representada pelo seu dinâmico prefeito Sidney Franco da Rocha - e a direção que envolve a Santa Casa e, provavelmente, o governo do Estado. Neste caso, há que ponderar - salvo melhor juízo - o seguinte: a) a Santa Casa é um hospital que há cem anos vem servindo a população, com uma dedicação realmente insuperável; b) tanto Prefeitura quanto Estado representam esperanças da população para que a paz e a cooperação se traduzam em decisões que representem bem a comunidade. Embora distante, no momento, do estudo mais aprofundado desses dois problemas, faço votos para que eles sejam resolvidos com espírito público, já que as pessoas que os estão discutindo merecem a confiança e o respeito cívico da comunidade francana.

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