Um dos principais defensores da normatização do horário de chegada dos vereadores ao plenário nesta legislatura, o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), elogiou a mudança de postura dos seus companheiros de plenário e afirmou: está muito melhor trabalhar agora.
A melhora, segundo ele, foi causada pela mudança na postura dos edis, que passaram a chegar dentro do prazo de tolerância de atraso. “Desde que assumi a presidência, procuro moralizar e cumprir com o regimento interno da Câmara. O horário era algo que me preocupava, mas agora acho que a questão está resolvida. Está vendo que beleza? Não são nem seis da tarde e a sessão já foi encerrada. É um ganho de tempo muito importante”.
Ainda segundo ele, a matéria, publicada pelo Comércio da Franca no dia 1º de abril foi a grande causadora da “revolução”. “Acho que os vereadores começaram a tomar consciência que o trabalho era observado por todos e que a pontualidade, assim como outros quesitos, é importante para o trabalho de um bom representante do povo”, disse.
‘PERO NO MUCHO’
Para medir a reação da po-pulação de Franca, o Comércio revelou, com exclusividade, os resultados do levantamento a quatro moradores da cidade. Embora reconheçam melhoras no comportamento dos vereadores, nenhum deles se declarou satisfeito com a representação legislativa da cidade.
“Acho que eles melhoraram porque ficaram sabendo que a imprensa estava em cima, mas muita coisa precisa mudar. Boa parte dos projetos são ridículos”, disse Antonia Marciana da Silva, 36, pespontadeira e moradora no Jardim Guanabara.
A opinião é similar à de Simei Morais, 19, que mora na Estação e é estudante. “É só um ponto. Agora eles precisam cuidar dos assuntos que interesse ao povo com mais atenção. Está todo mundo de olho e poucos estão satisfeitos”.
Janete dos Santos, 41, co-merciante, considera a mudança o começo de uma nova fase para a Câmara. “Foi um bom começo, sinal que os vereadores estão atentos. Se eles não se cuidarem, não vão se reeleger, então acho que as coisas vão melhorar”, afirmou.
Elias Alfredo Jiaconi, 34, morador do Parque dos Lima e atualmente desempregado, foi o único a defender os parlamentares abertamente. “Eles fazem um bom trabalho. Temos que reconhecer quando coisas boas acontecem, e essa foi uma grande modificação”.
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