Celebramos hoje o domingo do mandamento novo: o mandamento do amor. O amor deve ser o “cartão de visita” daqueles que seguem os ensinamentos de Jesus. Esse amor supõe a entrega plena, supõe doação. Quando Jesus despede-se dos seus discípulos, deixa-lhes em testamento o “mandamento novo”.
No mundo que reina o autoritarismo, o egoísmo e o individualismo, o convite de Jesus é praticar o verdadeiro amor que é acolhimento, serviço, que não marginaliza ninguém, mas que se doa totalmente para que o próximo tenha mais vida. A identificação dos discípulos de Jesus é a prática do amor. O amor ágape, isto é, aquele vivido gratuitamente.
A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos traz a conclusão da primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé. No retorno, eles passam pelas comunidades encorajando os novos seguidores de Jesus. O cristão verdadeiro sempre deve formar “comunidade”, na qual cada um se sinta irmão.
A segunda leitura é uma passagem do Apocalipse e nos transmite uma mensagem de alegria e de esperança. Descreve o encerramento da história da humanidade. A Igreja se tornará esplendorosa “como uma esposa ornada para o esposo”. Todos os males do mundo desaparecerão: um novo céu e uma nova terra serão criados.
Para que isso se torne realidade é necessário viver o mandamento novo. As coisas de Deus nem sempre coincidem com as coisas humanas. São enaltecidos e glorificados neste mundo aqueles que conquistam vitórias, aqueles que derrotam seus inimigos, quem alcança o poder, quem acumula riquezas, quem possui palácios, carros, empregados. Nunca são elogiados os que fracassaram. O caminho de Deus é diferente do caminho dos homens. Deus vence quando perde, é glorificado não quando aniquila quem o odeia, mas quando muda o seu coração, quando faz sorrir quem chora, quando devolve a esperança para quem sabe que fez tudo errado na vida.
Corremos o risco de amar quem alcança sucesso, quem é simpático, rico e inteligente. Jesus mostra que não se ama uma pessoa porque ela o merece, mas porque precisa do nosso amor para ser feliz. Pelas passagens evangélicas é possível notar que Jesus amou os pobres, os doentes, os marginalizados, os malvados, os corruptos, os seus próprios algozes.
Jesus ainda diz: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Sabemos que não são os frutos que dão vida à arvore; contudo, são sinais de que a árvore está viva. Não são as obras que tornam cristãs as nossas comunidades, mas são estas obras que revelam se as nossas comunidades são vivificadas pelo Espírito do Ressuscitado. Os cristãos não são homens diferentes dos outros, não têm marcas distintivas. Os cristãos não vivem fora do mundo. O que o distingue é a vivência do amor de Jesus.
AMOR HUMANO E DIVINO
Escutando o belo ensinamento de Jesus sobre o mandamento do amor é possível lembrar de inúmeras pessoas que passaram pelo mundo e, outras que aqui estão, semeando a bondade em palavras e ações. Vejamos:
1) É bem provável que à nossa mente venha a lembrança dos nossos avós ou dos nossos pais: sempre havia um pedaço de pão, um prato de comida para quem pedia ou uma roupa para quem solicitasse.
2) Sempre conhecemos pessoas caridosas: pessoas que passam um tempo de cada dia confeccionando paletós de lã ou de flanela para crianças e adultos necessitados.
3) Existem pessoas que trabalham por uma vida como voluntários e voluntárias em asilos e creches. Ajudam sem pretensão alguma, a única pretensão é multiplicar o amor.
4) Tantas pessoas, como verdadeiras missionárias, ajudam o próximo nos bairros simples das cidades, promovendo a dignidade humana, ajudando a construir casas ou melhorar as condições de vida de tantas pessoas fracas.
5) Os voluntários da Pastoral da Saúde, com a tarefa de levar “esperança” aos que sofrem pelas doenças graves ou pelo peso da idade.
6) Os agentes de visita nos hospitais, nos presídios... pessoas corajosas que ajudam a carregar, com amor, a cruz que pesa nos ombros do próximo.
7) Recentemente surgiram as ONG’s: voluntários que buscam fazer e fazem coisas maravilhosas, iluminando a vida de tantos que só conhecem as trevas.
8) Os “voluntários da Saúde” que junto aos Hospitais do Câncer e diante de tantos que possuem doenças graves ou incuráveis: se assemelham aos “anjos” de Deus que continuam anunciando Paz aos que têm o coração aflito.
Quanto bem se faz, quanto bem ainda está por fazer.
Muitas outras situações que clamam por amor, como muitos outros anjos da guarda existem.
Uma idéia não pode desaparecer da nossa mente: ainda existem pessoas e situações necessitadas e eu posso fazer alguma coisa!
MAIO DE MARIA
O mês de Maio é dedicado à Nossa Senhora: mãe de Jesus e nossa mãe. Muito louváveis são as devoções do mês de Maio, com a ladainha cantada, o terço rezado e os hinos em honra de Nossa Senhora. A devoção do mês de Maio nos ajuda a vivermos mais intensamente a dignidade de homens e mulheres ressuscitados com Cristo. O louvor a Nossa Senhora se expressa através das diversas invocações, proclamando-a Mãe de Deus, Mãe do Criador, Mãe do Salvador, ela é o Auxílio dos Cristãos e nossa Rainha. Participe do mês de Maio em nossa Catedral.
MAIO DAS MÃES
No mês das Mães, peço licença ao poeta-escritor para homenagear todas as Mães:
Um dia o Amor / Estendeu as mãos para o nada e abriu-se o espaço. / Um dia o Amor / Estendeu as mãos para o homem e abriu-se o encontro. / Um dia o Amor / Se tornou vida de tua vida e eu existi. / Um dia andei pelo mundo à procura de Deus. / Andei, vi uma Mãe e encontrei-O. (Mário Quintana)
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