O comando da Polícia Civil abrirá procedimento interno para apurar como a mensalidade paga por criminosos chega até as mãos do chefe do PCC. A Corregedoria quer saber se o preso recebe o pagamento na porta da cadeia, como evidenciou o homem detido na quinta-feira, ou se a quantia chega até a cela com a ajuda de outras pessoas.
Apontado pelo sapateiro CDN como destinatário dos R$ 550 apreendidos pelos policiais da DIG, Grimar Baptista, em tese, não teria acesso às partes externas das celas. “Pelo seu histórico, ele tem que ficar trancafiado. Vamos investigar se está havendo participação de outros presos ou envolvimento de policiais. Encaminharemos o caso à Corregedoria da Polícia Civil de Franca para que tome as providências necessárias”, disse o delegado Wanir.
O delegado Alan Bazalha Lopes, diretor da cadeia, disse desconhecer o pagamento da mensalidade e que Grimar Batista segue a regra imposta aos demais detentos. “Ele não tem acesso às dependências externas. Vamos apurar as denúncias. Caso fique comprovado que tenha facilitação, os responsáveis serão punidos”.
No dia 22 de dezembro, agentes da DIG detiveram a mulher de um carcereiro da cadeia local. Ela estava tentando depositar R$ 500 em uma conta bloqueada. Segundo a polícia, o bloqueio havia sido determinado pelo Ministério Público e pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), por suspeita de funcionar como um “caixa” do PCC. O envolvimento do policial com a facção não ficou comprovada.
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