A falta de professores no ensino superior foi um dos motivos para a criação dos cursos de pós-graduação "strictu sensu" na década de 70 e eu fui um dos primeiros alunos (mestrado e doutorado). A carência de docentes ainda persiste, decorrente do desinteresse da maioria em ser professor, especialmente se a escola é pública. Maus salários, desprestígio, indisciplina de alunos são fatos conhecidos por todos. A proliferação das universidades particulares talvez possa suprir a deficiência do ensino público e eu também apóio a idéia do governo colaborar com as universidades particulares, inclusive na pós-graduação. O Brasil necessita de mais pesquisas e também de professores para suprirem esta deficiência nacional que vem lá do básico. (A idéia que o leitor apóia foi defendida pelo chanceler da Unifran, Universidade de Franca, Salim Abib Cury, eleito recentemente presidente da Associação das Universidades Particulares do Brasil. Ele defendeu a idéia em entrevista publicada no Comércio, em 24 de abril. O texto pode ser lido em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=16463).
João Antônio Granzotti
é leitor do Comércio da Franca
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