Rádios se espalham pelas escolas


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A “Ângelo Gosuen” não é a única que tem uma rádio interna. Outras duas escolas estaduais na cidade também descobriram “os encantos” do rádio. Por exemplo, na “David Carneiro Ewbank”, há também um miniestúdio improvisado, onde as transmissões ocorrem durante o intervalo entre as aulas. No total, 15 estudantes comandam a programação nos três períodos para aproximadamente 2 mil alunos. Os idealizadores foram Bruno César da Paixão e André Luís da Costa, amigos e integrantes do grêmio estudantil. “A idéia surgiu em setembro de 2005 e nós fomos aprimorando com as sugestões dos integrantes do grêmio. Sempre houve na escola essa intenção de fazer o intervalo mais participativo, mas, dessa vez, fomos além e o projeto saiu do papel”, disse Paixão. Além das músicas, eles sorteiam brindes, transmitem recados, apresentam momento cultural, homenagens, dicas de jogos, entre outras atrações. “Nosso objetivo agora é expandir, fazer da rádio escola uma rádio”, completou Bruno. O mesmo acontece na “Otávio Martins de Souza”. A rádio escola vai ao ar em quatro horários: logo pela manhã, veiculando a oração do “Pai Nosso” e nos três recreios ao longo do dia. Os 13 estudantes do grêmio estudantil tomam conta da programação. “Eles são os responsáveis em cuidar das músicas executadas. Só não pode rap e rock pesado”, disse Elza Trevizani Secco Nascimento, 65, diretora da escola. Ela incentiva a idéia. “A rádio escola é importante porque desenvolve e ajuda o convívio social”. Procurada pela reportagem, sobre o projeto desempenhado nas escolas, a Diretora Regional de Ensino, Ivani Marquezi, não soube informar em quantas unidades educacionais acontece o projeto. Por telefone, se limitou a dizer, por meio de sua secretária, que “o governo incentiva qualquer iniciativa que vise o desenvolvimento integral do aluno”. NA REGIÃO O projeto começa a chegar na região. Na Escola Municipal “Lázaro Cassimiro de Lima”, em Restinga, a Criart FM é a alegria da criançada. Todos os dias, os mais de 500 alunos de 1ª a 4ª séries se revezam na hora do intervalo para apresentar 20 minutos de música. São as próprias crianças que lidam com os instrumentos e escolhem as melodias que deixam o recreio mais divertido. “O que a gente mais toca é sertanejo. O pessoal gosta muito”, disse Sofia da Silva, 9. Túlio dos Santos, 11, aproveita a rádio para mostrar que sabe cantar. Ele garante que os colegas gostam. Já Micaela Moreira, 11, gosta mesmo é de apresentar. “Eu adoro falar no microfone”. A rádio Criart foi implantada como uma forma de proporcionar uma diversão a mais para as crianças. O projeto deu tão certo que até o número de faltas reduziu. “Antes tínhamos um problema sério de faltas. Hoje as crianças adoram estar dentro da escola”, disse o diretor, Paulo Sérgio Bacagini. Todos os equipamentos da rádio foram doados pela comunidade, inclusive as caixas de ovos que foram pregadas nas paredes do estúdio para reduzir o barulho. Raquel de Jesus, 7, ajudou e aprovou. “O recreio fica bem mais animado. A gente até aproveita para dançar”.

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