A imprudência de criadores de gado provocou mais um acidente de trânsito com vítima fatal na região. Na noite de quarta-feira, o mecânico Alexsander Raimundo Martins, 24, morreu após bater sua moto em uma vaca na Rodovia Waldir Canevari, entre São José da Bela Vista e Nuporanga. Foi a segunda ocorrência do tipo em menos de um ano em cidades vizinhas a Franca.
Funcionário de uma empresa de produtos alimentícios em Nuporanga, Alexsander retornava para casa após mais um dia de trabalho quando a vaca cruzou seu caminho. Eram 22h20. O acidente aconteceu num trecho de curva, logo após o Rio Sapucaí, perto de uma usina. Devido à escuridão, o mecânico não observou o obstáculo à sua frente e colidiu com violência na vaca.
Foi arremessado ao solo e sofreu graves lesões no pescoço e coluna. Sua morte foi instantânea. Usuários da rodovia ainda acionaram o socorro, mas não havia nada mais a ser feito. O animal ficou agonizando após a batida e precisou ser sacrificado em função dos machucados.
Uma testemunha disse aos policiais que havia cerca de dez vacas nas margens da pista no horário do acidente. Por meio da marca de propriedade existente no animal atingido pela moto, a polícia tentará chegar ao dono para apurar responsabilidades. A investigação será da Polícia Civil de Nuporanga.
Alexsander Raimundo Martins era solteiro e morava com os pais no Jardim Eldorado, em São José da Bela Vista. Seu corpo foi sepultado ontem à tarde no Cemitério Municipal da vizinha cidade, com trabalhos da Funerária Santa Bárbara.
FATO COMUM
Segundo o Corpo de Bombeiros, acidentes provocados por animais são freqüentes, principalmente em estradas vicinais da região.
Todos os anos, são atendidas ao menos dez ocorrências do tipo. O último caso com morte foi registrado em agosto passado, quando o operador de usina Anderson Perrone de Farias, 38, que morava no Jardim Paulistano, bateu seu Fusca em um boi na zona rural de Ibiraci (MG). Ele sofreu uma forte na pancada na cabeça e no tórax, morrendo na hora. Uma mulher que o acompanhava também se machucou com gravidade.
Apesar do elevado número de acidentes, a polícia enfrenta dificuldades para identificar e punir os responsáveis. Os proprietários de animais envolvidos em desastres nunca admitem ser os donos.
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